Vale destacar que a chegada do gás a Uberaba depende da construção da fábrica de amônia, que seria o grande consumidor dessa matéria-prima
Foto/Arquivo
José Renato garante que a administração “não jogou a toalha” e luta pela unidade de fertilizantes de Uberaba
Secretário de Desenvolvimento Econômico, José Renato Gomes, acredita que a corrupção foi o maior obstáculo para a inviabilidade da fábrica de amônia da Petrobras. O pensamento é compartilhado pelo prefeito Paulo Piau (PMDB).
De acordo com o secretário, todas as medidas estavam sendo tomadas pelo município para dar andamento à construção do empreendimento quando veio a Operação Lava Jato, que inviabilizou o projeto da Petrobras.
Ele assegura, no entanto, que, independente disso, a administração “não jogou a toalha” e não desistiu da unidade de fertilizantes de Uberaba.
Conforme garante, Paulo Piau está lutando insistentemente, “com poucas armas que tem”, para salvar o empreendimento, que pode gerar grande desenvolvimento para a cidade. “Não vamos desistir de um projeto tão importante para o Brasil. Vamos para mais uma tentativa”, afirmou o secretário.
Além disso, o titular da pasta de Desenvolvimento Econômico afirma que, caso viabilize o projeto da fábrica de amônia, o gasoduto deve vir do estado de São Paulo. Conforme revela José Renato Gomes, a proposta de trazê-lo de Queluzito (MG) já foi descartada pela Codemig.
Vale destacar que a chegada do gás a Uberaba depende da construção da fábrica de amônia, que seria o grande consumidor dessa matéria-prima. No entanto, não seria o único, visto que inúmeras empresas têm interesse em se instalar na cidade caso se concretize a chegada do gás.
Gomes diz que a Lava Jato foi o divisor de águas para o projeto
Já o prefeito também coloca a corrupção como o divisor de águas que dificultou o projeto da Petrobras, resultante da operação Lava Jato. E justamente por isso há, agora, o envolvimento da Procuradoria Federal, com sede em Uberaba, no tocante à tomada de informações, no sentido de verificar os prejuízos aos cofres públicos em relação ao projeto de Uberaba. “Assim como nós, o procurador quer garantir que não haja mais prejuízos. Queremos entender o que motivou a decisão da Petrobras de vender desta forma, se há outra que minimiza os prejuízos. Por que não vender tudo a quem tem interesse, que é a iniciativa privada? Queremos resposta”, afirmou.