Titular da Secretaria Municipal de Saúde destaca, contudo, que processo de retorno do serviço ao município implicaria, sem dúvida, em problemas no atendimento à população
Foto/Arquivo/JM
Apesar de afirmar que município tem condições de assumir serviços das UPAs, o secretário Marco Túlio Cury confirma recursos contra a decisão do TJ
O secretário municipal de Saúde, Túlio Cury, assegura que a Prefeitura tem condições para reassumir a gestão das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), caso prevaleça a determinação para encerrar o contrato com a Pró-Saúde. No entanto, Cury argumenta que poderia haver transtornos ao atendimento durante o período de transição do serviço para o município novamente.
Em entrevista à Rádio JM ontem, o secretário ressaltou que houve um processo longo para a entrada da Pró-Saúde. Ele lembra que houve autorização da Câmara Municipal para a contratação da organização social, gastos e demissão de profissionais que seriam substituídos pela equipe da entidade. “Temos capacidade [para reassumir as UPAs], mas me preocupo muito com isso porque houve um trabalho para implantação da empresa e acomodação da situação. Agora joga tudo fora e volta para trás?”, questiona.
Túlio afirma que o município entrará com recursos justamente porque é complexo retirar a estrutura atual instalada nas duas unidades de pronto-atendimento e fazer a transição de volta para a Prefeitura. Ele ressalta, inclusive, que a Pró-Saúde já realizou investimentos nos dois serviços e haveria necessidade de ressarcimento. “Acabam sofrendo a população e os cofres públicos nesse processo”, pondera.
O secretário também contestou as alegações de que não haveria monitoramento das metas estabelecidas para a prestação de serviço nas UPAs. De acordo com ele, desde janeiro existe acompanhamento in loco nas duas unidades, visitas da equipe da Vigilância Sanitária e também relatórios periódicos sobre o trabalho realizado pela entidade. “Em momento algum a empresa deixou de ser fiscalizada e acompanhada”, declara.
Segundo o titular da Saúde, o objetivo de melhorar o atendimento está sendo alcançado com a entrada da organização social no gerenciamento das UPAs. Ele admite que ainda existem pendências e pontos a serem resolvidos, mas tudo está dentro da normalidade.