Prefeitura não destinará verba para escolas de samba este ano e programação do carnaval deverá ficar novamente sem o desfile de rua. O último desfile ocorreu há quatro anos. Em 2016, apenas as baterias das agremiações se apresentaram durante os dias de folia.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural, Antônio Carlos Marques, o município conseguiu recursos para a realização da festa este ano, mas o foco será o Carnaval das Marchinhas e o concurso de blocos carnavalescos. “Será uma programação modesta”, ressalta. Marques pondera que a realização do desfile aumentaria os custos e o município ainda está com dificuldades financeiras. Por isso, não é possível liberar verba para as escolas de samba.
Por outro lado, o presidente da Fundação Cultural manifesta que as agremiações não podem depende exclusivamente do poder público para se manter. Ele afirma que os dirigentes devem buscar outras formas de custeio para ter autonomia. “Cada escola também pode fazer esse trabalho de realizar eventos para arrecadar fundos e buscar patrocínios junto à iniciativa privada. Não pode ficar esperando apenas do município”, ressalta.
O dirigente da autarquia reforça que os carnavalescos podem inclusive aproveitar os editais da Lei Rouanet, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e do Fundo Estadual de Cultura para apresentar projetos. No ano passado, a Prefeitura não realizou programação de carnaval por falta de recursos. Em 2016, a festa foi promovida com patrocínio de empresas privadas, mas também não incluiu o desfile das escolas de samba.