O indicativo de greve do transporte coletivo está mantido para as primeiras linhas de ônibus de hoje. A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com o líder sindical da categoria e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, Lutério Antônio Alves, que confirmou a greve. Ele reforçou que a equipe está montada para ir às garagens das empresas e que o serviço só será normalizado com uma ordem judicial.
Até o fechamento desta edição, segundo Lutério, não havia nenhuma ordem que impedisse a greve. “Por enquanto, estamos confiando no que foi definido em assembleia. Vamos voltar a trabalhar normalmente apenas com ordem judicial. Notificação das empresas não fará com que deixemos de realizar a greve”, disse.
O gerente-geral da Viação Piracicabana, Rodrigo Oliveira, também confirmou na noite de ontem que não tinha recebido nenhuma notificação judicial em resposta à ação contra a greve, que as empresas entraram na Justiça neste sábado (31). Segundo Rodrigo, as negociações e tentativas de evitar a greve seriam retomadas hoje.
As empresas de transporte coletivo entraram com ação na Justiça contra greve dos motoristas neste sábado e Rodrigo posicionou que a greve seria ilegal porque o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário descumpriu o prazo para comunicado prévio do movimento. A lei trabalhista estabelece que as empresas devem ser comunicadas com 72 horas de antecedência. “O sindicato patronal foi notificado na sexta-feira, às 10h da manhã. Logo, só poderia haver paralisação das atividades na segunda-feira, a partir de 10h. Mas a greve está planejada para começar às 4h da manhã”, salienta.
Apesar do questionamento, o líder sindical da categoria, Lutério Antônio Alves, afirma que o movimento está mantido desde as 4h da manhã de hoje. Ele argumenta que o ofício de notificação foi apresentado pessoalmente aos representantes na quinta-feira passada, mas estes se recusaram a receber o documento.
Lutério ressalta que 30% do quadro de funcionários trabalhará normamente para assegurar a continuidade do serviço durante o período da greve. “A gente queria pedir compreensão à população. Sabemos que o trabalhador do transporte coletivo presta um serviço diferenciado, mas também somos pais de família e dependemos do salário para sobreviver. Não há outra alternativa. Vamos parar as atividades até que haja avanço nas negociações”, pondera.
A Prefeitura emitiu notificação às empresas de transporte coletivo e cobrou medidas em caráter de urgência, para garantir 100% da frota em circulação durante os horários de pico, no período entre 5h30 e 8h e também das 17h30 às 20h. Nos demais horários, a recomendação é ter 50% dos carros em operação por linha. As concessionárias tentam sensibilizar os motoristas para cumprir os percentuais estabelecidos pela administração municipal.