A empresa alega não ter recebido o repasse da Prefeitura, que, por sua vez, diz que a construtora está sem condições de receber recursos públicos
Enerson Cleiton/PMU
Obra da passagem inferior começou em fevereiro deste ano e faz parte do pacote que integra a travessia urbana das BRs
Há dois meses sem receber salários, trabalhadores denunciam interrupção na obra de passagem inferior na BR-050, próximo à Prodoeste. Os operários continuam no canteiro de obras diariamente, mas o serviço está parado até a regularização do pagamento.
Os trabalhadores informaram à reportagem do Jornal da Manhã que a cobrança dos salários atrasados foi feita à Integral Engenharia, empresa responsável pela obra. No entanto, o grupo afirma que construtora justificou que o atraso ocorreu porque a Prefeitura não estaria repassando o pagamento pelo serviço executado. A construção da passagem inferior faz parte do pacote de obras contemplado com recursos federais para adequação da travessia urbana nas rodovias. Acionada, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que não houve corte na verba federal destinada ao projeto.
Por meio da assessoria, o secretário municipal de Obras, Nagib Facury, posicionou que o recurso está disponível, mas a empresa não está com situação fiscal regular para receber o pagamento. De acordo com o secretário, existe, inclusive, uma ordem judicial de bloqueio de crédito que proíbe o município de efetuar qualquer pagamento à Integral. Com isso, ele ressalta que não há atraso por parte da Prefeitura. “A empresa não tem certidão negativa de FGTS, INSS, ISS na Receita Federal, o que impede o recebimento de qualquer valor”, continua o texto.
A construção da passagem inferior na região do Jardim Maracanã começou em fevereiro. A previsão era concluir o serviço no primeiro semestre deste ano, mas o cronograma foi comprometido devido ao impasse. A reportagem do Jornal da Manhã não localizou ontem os representantes da construtora para se manifestar sobre o atraso no pagamento dos trabalhadores.