POLÍTICA

Sem vencer problemas jurídicos, Anderson está fora da eleição

O ex-prefeito, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-ministro dos Transportes reitera que desistiu da candidatura por conta do aspecto jurídico, não por inviabilidade eleitoral

Renata Gomide
Publicado em 14/09/2014 às 16:01Atualizado em 17/12/2022 às 03:41
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O ex-prefeito Anderson Adauto (PRB) anunciou ontem que não é mais candidato a deputado federal nas eleições de 2014. “Meus adversários estão gostando muito e os amigos estão chateados”, disse ele após admitir que não conseguiu superar os problemas jurídicos que levaram ao indeferimento da sua candidatura tanto no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) quanto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Sou lutador. Essa é uma característica minha, mas essa eu perdi”, admitiu ele, que não declinou apoio a nenhum nome para a disputa ao cargo de deputado federal nessas eleições. Anderson avalia que, de um modo geral, todos irão se beneficiar da sua desistência. Para AA, Uberaba lhe daria de 65 mil a 70 mil votos. “A eleição de 2014 seria o coroamento das minhas ações na cidade onde fui prefeito eleito e reeleito. Teria uma votação histórica. Seria a mais tranquila do ponto de vista eleitoral”, coloca Anderson, que ontem convocou a imprensa para uma entrevista coletiva.

Nesse sentido, o ex-prefeito, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-ministro dos Transportes reitera que desistiu da candidatura por conta do aspecto jurídico, não por inviabilidade eleitoral. “Essa é uma derrota momentânea. Não estou desistindo das disputas políticas”, coloca Anderson Adauto, que, questionado se buscará a viabilidade eleitoral para 2016, respondeu: “Se for necessário, por que não? Não tenho por que me excluir desse processo”, respondeu, acrescentando que, resolvendo suas pendências na Justiça, não tem motivo para ficar de fora das eleições municipais daquele ano.

Ainda sobre a decisão de retirar-se da disputa, AA avalia que somente o tempo irá dizer se politicamente sai enfraquecido do grupo político ao qual pertence. Já em relação à sua aliada Luciene Fachinelli (PSL), candidata a deputada estadual, Anderson diz que a decisão de manter a postulação é dela. “Se ela for, meu voto é dela”, disse o ex-prefeito, ponderando que ante a sua desistência a candidatura dela perde força. “Minha visibilidade iria ajudá-la e isso não existe mais”, observa.

Após a coletiva, os dois reuniram-se com o grupo para deliberar sobre a situação. Luciene deverá falar à imprensa nesta segunda-feira, mas a possibilidade de repetir a dobradinha com Adelmo Leão (PT) – a exemplo de 2012, quando ele postulou a Prefeitura e ela saiu de vice –, candidato a deputado federal, foi descartada por Anderson. Segundo ele, seu grupo não gostou da aliança e dos encaminhamentos que Adelmo deu ao pleito. “Está fora de cogitação”, encerrou.

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