POLÍTICA

Sem verba, carnaval de 2017 pode ficar sem desfile de rua

Carnaval em Uberaba pode ficar novamente sem desfile de rua no próximo ano. A avaliação é do presidente da Liga das Escola de Samba

Gisele Barcelos
Publicado em 27/12/2016 às 22:38Atualizado em 16/12/2022 às 16:00
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Carnaval em Uberaba pode ficar novamente sem desfile de rua no próximo ano. A avaliação é do presidente da Liga das Escola de Samba, Evaldo Alves, ressaltando que a participação na folia 2017 começará a ser discutida com o governo municipal após a virada do ano. Se confirmada a situação, será o terceiro ano consecutivo sem o desfile das escolas.

Evaldo explica que aguarda o início do segundo mandato e o anúncio do novo secretariado para começar a tratar do desfile. Com as possíveis mudanças na equipe, ele afirma que não adianta levantar o assunto agora, pois a definição dependerá de quem estiver responsável pela Fundação Cultural no próximo ano.

Conforme o presidente da Liga, até o momento não foi elaborada uma proposta para o custeio das escolas de samba em 2017. No entanto, ele avalia que as chances são pequenas de conseguir recursos da Prefeitura para o desfile. “Acho muito difícil ter carnaval com escolas de samba no ano que vem. Vamos nos sentar para conversar a partir do dia 2 de janeiro, mas é praticamente zero a chance, pois o poder público não tem dinheiro para nada”, argumenta.

O representante da Liga também ressalta que as escolas de samba estão desmobilizadas por causa do intervalo dos últimos três anos sem o desfile de rua. De acordo com ele, para completar as fantasias e carros alegóricos, muitas agremiações reaproveitavam material das festas anteriores. No entanto, a maioria do estoque se perdeu. “Agora teria que começar do zero. Não sei daria tempo e nem dinheiro suficiente”, pondera.

No orçamento municipal para 2017 foi previsto um investimento de R$350 mil para a realização do carnaval de rua. O montante é um pouco superior ao valor aplicado na folia este ano. Com R$220 mil em patrocínio da iniciativa privada, a programação em 2016 não incluiu o desfile de ruas, mas contou com festival de marchinhas, concursos de blocos carnavalescos, shows com bandas locais e apresentações apenas das baterias das escolas de samba.

Corte. Por causa do aperto financeiro, o prefeito Paulo Piau (PMDB) já confirmou no início do mês que a Prefeitura não realizaria o Réveillon Popular em 2016. A festa também foi cancelada no ano passado por falta de recursos.

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