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Para reforçar manifestação contra a votação da reforma trabalhista no Senado, sindicalistas de Uberaba seguiram ontem para Brasília. O grupo ficou mobilizado no prédio do Congresso, mas não teve acesso ao plenário. Ainda assim a votação acabou sendo suspensa por causa de manobra de senadores da oposição. A sessão foi reaberta somente depois de sete horas e a reforma aprovada.
A sessão, que estava marcada para começar às 11h de ontem, foi suspensa ao meio-dia pelo presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), após ele ter sido impedido de sentar-se à mesa diretora por um grupo de senadoras da oposição. Depois, as luzes do plenário foram apagadas e os microfones, desligados. Diante do impasse, a Mesa diretora do Senado chegou a preparar o auditório Petrônio Portella para realizar a sessão. A mudança de local foi cancelada ao longo da tarde devido a protestos de grupos sindicalistas, contrários à aprovação da reforma.
Durante toda a tarde, Eunício reuniu líderes dos partidos na presidência para discutir possíveis saídas. Senadores do PT negociaram alterações no texto da reforma para que a mesa do plenário fosse liberada, o que aconteceu por volta de 16h.
A reforma trabalhista foi aprovada no Senado Federal por 50 votos. Apenas 26 votos foram contrários à proposta do governo que altera a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) em mais de cem pontos. A aprovação se deu em relação ao texto-base. Ainda haverá votação dos chamados "destaques", que são tentativas de alteração da proposta. Caso eles sejam derrubados, a reforma será encaminhada para sanção presidencial.