Os três representantes de Minas Gerais no Senado — Cleitinho (Republicanos), Carlos Viana (PSD) e Renzo Braz (PP) — votaram a favor da proposta que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. A votação desta quarta-feira (14) reuniu governistas e oposicionistas no mesmo campo, com apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único senador a votar contra a proposta nos dois turnos. Em ambas as etapas, o resultado foi de 75 votos favoráveis e um contrário. O parlamentar não discursou durante a sessão para justificar sua posição.
Entre os mineiros, Cleitinho pediu apoio à mudança e homenageou o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC 221/2019. Em sua manifestação, defendeu que a redução da jornada fosse tratada como uma demanda dos trabalhadores, acima das divisões partidárias.
O apoio da oposição, porém, veio acompanhado de ressalvas. Líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) reconheceu os benefícios para os empregados, mas cobrou atenção às condições dos empregadores e à preservação dos postos de trabalho.
Flávio havia anunciado na terça-feira (13) que votaria favoravelmente. A posição colocou o candidato do PL ao lado da base governista na aprovação de uma das bandeiras da campanha de Lula à reeleição.
Embora o placar tenha sido idêntico nos dois turnos, houve uma troca entre os votos favoráveis. Ciro Nogueira (PP-PI), ausente na primeira votação, apoiou o texto na segunda. Dr. Hiran (PP-RR) fez o caminho inverso: votou sim inicialmente e não votou na etapa seguinte. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que presidiu a sessão, não votou.
A proposta garante dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. A aprovação e o encaminhamento para promulgação foram detalhados pelo JM Online.