Ontem pela manhã o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Delta (Sindidel) realizou manifestação para reivindicar reajuste salarial. A categoria reivindica aumento de 30% nos vencimentos. De acordo com a direção do Sindidel, a prefeita Lauzita Rezende (PTB) não recebeu os manifestantes. Ela apenas teria informado ao sindicato que irá marcar uma reunião com os representantes dos servidores municipais, mas a data ainda não teria sido definida.
A direção do Sindidel informou que foi solicitado o envio de proposta por escrito e encaminhada ao sindicato. Com a proposta em mãos, a diretoria pretende marcar assembleia com os servidores. A ideia é convidar a prefeita para participar. O Sindidel garante que se não houver negociação, a próxima semana começa com paralisação. A entidade alega que a inflação acumulada nos últimos dois anos chega aos 12% e o salário dos servidores não teve nenhum reajuste. Eles calculam defasagem acima de 60% nos vencimentos da categoria.
Também é reivindicado pela categoria plano de carreira, plano de recuperação salarial, licença-maternidade de seis meses, participação da prefeitura no plano de saúde dos servidores, alteração na lei do pó de giz e redução da carga horária para seis horas diárias. Ainda segundo o sindicato, a prefeitura não pagou o 14º salário dos professores da rede municipal (estaria previsto para janeiro passado) e não entregou o vale-refeição, aprovado em dezembro de 2013.
A assessoria de imprensa da Prefeitura de Delta disse que foi enviado ofício ao Sindidel relatando que a prefeita Lauzita Rezende apoia as manifestações pacíficas e acredita que as pessoas devem lutar pelo que acreditam lhes ser de direito, e a manifestação faz parte da democracia.
Lauzita disse que o não-atendimento a alguns membros do Sindidel durante a manifestação se dá pelo fato de que não estão reivindicando em prol do funcionário público, e sim por questões políticas. Ela destaca que há membros do sindicato que verdadeiramente estão lutando por seus direitos e eles serão atendidos pela prefeita na semana seguinte ao feriado da Sexta-feira da Paixão para discussão das reivindicações que, “com certeza, serão atendidas dentro das possibilidades”, conclui Lauzita.