Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) reivindica pagamento da segunda parcela do salário referente a março e quitação do 13º de 2019 da categoria. Tratativas devem seguir, “sistematicamente”, online, segundo a coordenadora regional do Sindicato Maria Helena Gabriel.
“Devido ao coronavírus, nós não podemos fazer nenhuma aglomeração. Mas estamos em greve, nossa greve não terminou”, pontua a sindicalista, descartando manifestações.
Servidores estaduais da Saúde e da Segurança Pública receberam salário integral de março em 9 de abril. O governo justificou que a contemplação dos profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus foi fruto de um grande esforço de caixa.
O salário integral do restante do funcionalismo que ganha até R$ 2 mil foi pago no dia 15. No entanto, o servidor com remuneração superior recebeu só a primeira parcela no valor de R$ 2 mil. A data para pagamento do restante ainda segue incerta devido à queda na arrecadação decorrente da pandemia, alega o Estado.
“A gente ainda passa por uma situação de coronavírus. Os gastos são maiores e não sabemos quando vamos receber essa parcela, além de não termos recebido ainda o décimo terceiro, que é um descaso desse governo”, posiciona Maria Helena.
Em entrevista nesta quarta-feira, o governador Romeu Zema afirmou que a quitação em abril está garantida, “nem que seja no último dia do mês”. “Com o advento da pandemia de coronavírus, o que estava ruim ficou pior ainda. Nesse mês de abril, que nós estamos recebemos ICMS referente a março, nós já observamos uma queda acentuada, mas ela não foi tão ruim ainda porque em março, até o dia 22, o comércio e as indústrias operaram quase que normalmente. Mas o mês de maio realmente me preocupa muito, porque nós vamos ter como referência para o recolhimento a atividade no mês de abril. E no mês de abril praticamente toda a atividade no Estado ficou paralisada e nós estamos uma receita 30% a 40% menor do que aquela recebida no mesmo mês no ano passado. Isso é muito grave porque o Estado não tem onde economizar. A grande despesa do Estado é com pessoal e aposentadorias e o Estado não consegue cortar essas despesas”, declarou o governador à Globo, deixando os recebimentos em maio sem qualquer perspectiva.