O Sind-UTE/Uberaba (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) entregou ontem ao ministro da Educação, Henrique Paim (PT), uma carta pedindo apoio para agilizar as negociações com o governo mineiro. O movimento sindical quer discutir a aplicação do piso salarial do magistério em Minas e também a situação dos funcionários efetivados sem concurso público que foram demitidos após determinação do STF (Supremo Tribunal Federal). De acordo com a coordenadora do Sind-UTE/Uberaba, Maria Helena Gabriel, a categoria está em greve e não conseguiu ainda avançar na negociação com o Estado. A expectativa é facilitar o acesso às lideranças do governo mineiro com o apoio do ministro. Além da cobrança do piso salarial, a sindicalista explica que quase 90 mil funcionários haviam sido efetivados pela Lei 100 - considerada inconstitucional pelo STF - e agora foram demitidos. Entretanto, o grupo não sabe como ficará a contagem de tempo para aposentadoria nestes casos. “Queremos uma resposta do governo mineiro sobre o assunto”, reforça. Os representantes do Sind-UTE tentaram entregar a carta ao ministro no aeroporto, mas não tiveram acesso ao petista. Paim desceu do avião e seguiu direto da pista de pouso para a inauguração do Cemei (Centro Municipal de Educação Infantil) no bairro Jardim Eldorado. O documento foi repassado à subsecretária municipal de Educação, Marilda Ribeiro Resende (PMDB), que acompanhou a comitiva e ficou responsável por entregar a carta em mãos ao ministro.