Entre os parlamentares com base eleitoral em Uberaba, quatro foram favoráveis ao projeto da terceirização
Após realizar ato ontem em Uberaba contra o projeto que amplia terceirização no mercado de trabalho, integrantes de movimentos sociais e sindicalistas se mobilizam para cobrar dos deputados federais que votaram a favor da proposta para rever a posição em segundo turno.
O texto-base foi aprovado em primeiro turno semana passada na Câmara Federal. Entre os parlamentares com base eleitoral em Uberaba, quatro foram favoráveis ao projeto da terceirizaçã Aelton Freitas (PR), Caio Narcio (PSDB), Marcos Montes (PSD) e Zé Silva (SD).
À frente do protesto contra o projeto, o sindicalista Marcos Mariano afirma que os movimentos sociais e os sindicatos trabalhistas de Uberaba preparam uma carta que será enviada aos parlamentares para pedir que mudem o voto no segundo turno. “Esse projeto precariza as condições de trabalho”, argumenta.
Além do documento, Mariano conta que um seminário está sendo organizado na próxima quarta-feira (22) para esclarecer os pontos negativos da proposta em tramitação no Congresso Nacional. A meta é reunir universitários e também parlamentares no evento para discutir as mudanças propostas.
Se os protestos não sensibilizarem os deputados e o projeto da terceirização for aprovado em segundo turno, o sindicalista acredita que o posicionamento deverá ser revertido no Senado. “Vamos continuar fazendo panfletagem contra a proposta. Está mais do que provado que a classe trabalhadora vai perder muito se essas mudanças forem aceitas”, ressalta.
O principal questionamento ao projeto é a liberação da terceirização na área-fim das empresas privadas, o que hoje é proibido pela Justiça do Trabalho. As empresas e o setor público só podem terceirizar serviços de vigilância, limpeza e serviços especializados alheios ao objeto da companhia.