Com negociação salarial já em andamento, os motoristas de transporte coletivo aguardam contraproposta das empresas
Com negociação salarial já em andamento, os motoristas de transporte coletivo aguardam contraproposta das empresas de ônibus sobre o reajuste que será oferecido este ano. As concessionárias defendem o índice da inflação, em torno de 6,33%. A categoria quer apenas a incorporação ao salário de uma gratificação mensal paga pelo acúmulo da função de cobrador, no valor de R$312. Uma nova rodada de negociações está prevista para a próxima semana.
Com a incorporação do bônus ao salário, a remuneração dos motoristas subiria de R$1.323,92 para R$1.635. A aplicação do percentual de 6,33% representaria acréscimo em torno de R$84 no salário, mas as empresas continuariam tendo o encargo da gratificação extra de R$312.
Mesmo sem consenso sobre o reajuste, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, Lutério Antônio Alves, afirma que não está prevista paralisação das atividades no momento. “Ainda não esgotamos a conversa com as empresas. A negociação está um pouco complicada. As concessionárias estão resistentes [à incorporação dos R$312] por causa dos encargos [fiscais na folha de pagamento]”, declara.
A data-base da categoria é agosto, mas não houve acordo antes do fechamento da folha de pagamento do mês. Segundo Lutério, as empresas vão pagar o reajuste retroativo quando as negociações forem encerradas. O líder sindical espera fechar a campanha salarial até o dia 20 deste mês.
No ano passado, os motoristas entraram em greve para cobrar reajuste de 10% no salário, além de revisão no tíquete-alimentação mensal e da gratificação por acúmulo de função. O movimento durou três dias, após parte das demandas ser atendida pelas empresas de ônibus.