A falta de informação levou motoristas de ônibus do transporte coletivo que atuam no BRT em Uberaba a ficar preocupados com relação ao fato de que, com a retirada dos tachões da avenida Leopoldino de Oliveira, a faixa exclusiva também seja liberada para o tráfego de veículos, assim como o retorno dos estacionamentos, temendo que as mudanças possam gerar acidentes graves. Em razão das manifestações contrárias, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Uberaba e Região (Sttrur) protocolou ofício na Prefeitura pedindo que a decisão seja revertida.
Segundo o presidente Sttrur, Lutério Antônio Alves, trata-se de uma mudança baseada em pensamento unilateral, visto que a decisão não foi sequer comunicada ao sindicato e nem mesmo ao Conselho Municipal de Transporte, do qual o superintendente de Transporte Coletivo, Claudinei Nunes, é presidente. “A melhor opção era manter os tachões para delimitar a faixa exclusiva para ônibus. O sistema BRT foi implantado para que os ônibus circulassem em faixa exclusiva e não compartilhada. Os veículos têm peso bruto de aproximadamente 18 toneladas. Isso reduz a capacidade de frenagem e o que o prefeito está fazendo é expor os motoristas, os usuários e a população ao risco de uma tragédia”, avalia.
Lutério Alves ressalta que, antes da implantação do BRT, o transporte coletivo era sobrecarregado e os ônibus travavam uma verdadeira disputa com os demais veículos, em especial na avenida Leopoldino. “Além disso, o risco de acidentes era maior, com muitos passageiros buscando entrar nos ônibus fora dos pontos. Tudo isso gerava um grande desgaste e o aumento do estresse dos trabalhadores. A implantação do sistema e a construção dos terminais trouxeram mais segurança para o transporte público. O embarque/desembarque em local específico oferece mais conforto e segurança aos passageiros. A pista exclusiva permite que todo o sistema tenha mais fluidez e agilidade para o usuário. O percurso rápido e sem interferências reflete na qualidade do serviço prestado”, destaca o dirigente.
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