POLÍTICA

Sinduscon Vale avalia economia do setor sob ótica da Covid-19

Publicado em 25/05/2021 às 08:36Atualizado em 18/12/2022 às 13:46
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Por Mônica Cussi

A pandemia jogou um balde de água fria nas previsões otimistas para a Construção Civil, que vinha sofrendo quedas consecutivas no PIB (Produto Interno Bruto) há cinco anos. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em março de 2020, quando se iniciou o período de isolamento e lockdown no Brasil, indicava dados referentes ao ano anterior como promissores: alta de 1,6% contra os 1,1% do geral no País. Somente no mercado imobiliário, os índices de crescimento eram de mais 15% para lançamentos e quase 10% nas vendas de novos imóveis.  Mais uma vez, uma parada forçada colocava em cheque as perspectivas. E foi exatamente o que aconteceu. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Vale do Rio Grande (Sinduscon Vale), Luciano Veludo, considera que houve retrocesso inevitável, assim como em todos os segmentos da economia. Como representante da categoria, ele se dispôs a dialogar e apoiar as construtoras e demais segmentos do setor para minimizar os efeitos da pandemia.    Os reflexos puderam ser sentidos em Uberaba: o baixo índice de contaminação de pessoas em canteiros de obras. O município acompanhou a tendência nacional, como reflexo das medidas orientadas pelo Sinduscon e acatada pelas construtoras, com isolamento de áreas, horário de almoço alternados, medidas protetivas com uso de máscaras e equipamentos de segurança, além do álcool gel e a redução de pessoas nas obras.    Economicamente o ritmo diminuiu muito. “Na construção civil não foi diferente, alta de insumos, queda de consumo das famílias, obras paradas, demissão de trabalhadores e falta de investimentos, dentre outros, são os fatores que agravaram a situação”, relata.    Nesse contexto poderia se prever o pior cenário, mas Luciano garante que ainda é uma das esferas do país que se manteve em meio a tantos desabamentos, como a alta de materiais como o aço, o PVC, o cimento e os materiais elétricos. A produção ficou muito prejudicada e o setor conseguiu caminhar lentamente.    As perspectivas para a construção civil são animadoras, quando se fala no segundo setor mais promissor para a retomada. Luciano não pode precisar quando acontecerá o retorno das atividades sem interrupções e acredita que em pouco tempo pós-pandemia, haverá um boom. “Estamos aguardando que o PIB de 2021 seja positivo e esperamos a melhora na economia referente à construção civil porque, depois do agronegócio, é a cadeia que mais tem resultados”, pondera. Para ele, somente a vacinação em massa e a volta ao ritmo normal das atividades no país, poderão diagnosticar o olhar para um futuro mais favorável e alcançar novamente o número de 12 mil colaboradores nos canteiros de obras em Uberaba, como era no início de 2019.  

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