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Supremo Tribunal Federal autorizou mandado de busca e apreensão do sistema de informática no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados Federais, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). A ação foi feita na manhã de ontem, terça-feira (05), de forma discreta. A diligência tramita em sigilo no Supremo a fim de evitar a possível destruição de provas. O deputado é um dos 50 investigados pela Procuradoria-Geral da República no esquema de corrupção na Petrobras.
De acordo com o procurador, Rodrigo Janot, a ação se fez necessária após a informação de que o presidente da Câmara teria documentos que comprovam a participação dele no propinoduto, em supostos casos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O nome de Cunha esteve presente na lista do depoimento do doleiro Alberto Youssef. Segundo o delator, o presidente da Câmara está envolvido em contratos encomendados e seria beneficiado por propinas vindas do esquema. Ainda no depoimento, Youssef aponta que Cunha chegou a realizar “ameaças” após os pagamentos terem sido suspensos.
O presidente da Câmara esteve em Uberaba recentemente para a inauguração da 81ª ExpoZebu. Apesar de ameaças por parte de trabalhadores, o parlamentar não sofreu retaliação do público presente. Mesma sorte não tiveram o prefeito, Paulo Piau, nem o vice-Governador de Minas Gerais, Antônio Andrade.