De maior bancada na atual legislatura na Câmara, com três cadeiras, o PR passará a ter dois representantes a partir de 2013. Samir Cecílio (estreante na Casa) e Samuel Pereira disputaram a eleição através de um “chapão”, que reúniu, além dos republicanos, o PMDB de Tony Carlos e Cléber Cabeludo (ambos reeleitos), o Democratas, que fez apenas um vereador, Marcelo Borjão (terceiro mandato), e o PP, que manteve sua participação no Legislativo com Afrânio Cardoso de Lara Rezende.
Mas se a eleição dos seis se deu através do chapão, a ação em bloco ou como uma bancada, reunindo as quatro siglas na tomada de decisões em plenário, não deverá se repetir na próxima legislatura (2013-2016), como observa Tony Carlos. “Acredito que por sermos de partidos diferentes, cada um tem a sua independência e cada vereador tem um pensamento”, disse o peemedebista, ponderando que o chapão foi apenas instrumento para o pleito.
Fazendo coro com o colega, Borjão assegura que continuará atuando com a mesma independência que vem pautando seu trabalho parlamentar em prol da população. “Vou elogiar o que é bom apontar o que não é”, afirma o democrata, que viu a bancada do partido encolher para uma cadeira ante a não-reeleição do correligionário Itamar Ribeiro. Adotando um discurso conciliador, Samuel Pereira prega a unidade entre os legisladores, embora adiante que o tema sequer foi discutido internamente no PR.
Segundo ele, os vereadores eleitos pelo partido ainda irão se sentar com o presidente da Executiva Municipal, deputado federal Aelton Freitas, para tratar da atuação na Câmara a partir de 2013. Nesse encontro também deverá ser discutida a liderança do PR na Casa, hoje nas mãos do próprio Samuel. O tema também será abordado internamente pelo PMDB antes da posse em 1º de janeiro, como adianta Cléber Cabeludo.
Na opinião do peemedebista, a votação em bloco, repetindo o chapão, é tema para as executivas partidárias, seja internamente ou em conjunto. Cléber, entretanto, se coloca mais otimista quanto a um entendimento nessa linha – mesmo reconhecendo que a situação é nova –, ao dizer que acredita na possibilidade de consenso entre os partidos. “Não vejo dificuldades nessas discussões futuras”, aponta.
Para Afrânio, a questão sequer chegou à Casa, que tem se movimentado em torno da eleição da Mesa Diretora. Conforme salienta, o partido pesa na hora do voto, mas a consciência de cada um não pode ser esquecida.