Além das medidas de combate ao mosquito, a secretaria garante que busca também aprimorar o atendimento de eventuais casos graves da doença
Jairo Chagas

Secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, manifesta preocupação tanto com a dengue quanto com a transmissão de febre chikungunya e zika vírus
Suspeita de morte por dengue hemorrágica traz alerta, mas secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, manifesta que medidas vêm sendo tomadas continuamente para o combate ao mosquito Aedes aegypti e também para aprimorar o atendimento de eventuais casos graves da doença.
O titular da pasta posiciona que a preocupação tanto com a dengue quanto com a transmissão de febre chikungunya e zika vírus na cidade é constante. Por isso, precauções vêm sendo adotadas desde o ano passado para o período de maior risco para as doenças. “Não podemos ser pegos de surpresa. Estamos preparados para o pior, mas não querendo que aconteça porque é sempre ruim uma situação de surto ou epidemia”, declara.
Iraci argumenta que ações estratégicas de combate ao mosquito estão em andamento, com o mutirão de limpeza para eliminar criadouros e também visitas de rotina nos imóveis. Além disso, ele manifesta que as unidades de saúde também foram preparadas antecipadamente para o suporte aos pacientes com sintomas de dengue e até um fluxo foi estabelecido para dar mais agilidade aos possíveis casos graves.
Com a suspeita em investigação, o secretário afirma também que toda a rede está em alerta para um diagnóstico diferenciado nesse período. Em paralelo, ele ressalta ainda que medidas emergenciais foram tomadas após a notificação. “Direcionamos uma equipe para bloqueio no bairro Rio de Janeiro [onde a paciente morava]. É uma prevenção porque deve demorar 30 dias para receber o resultado dos exames”, encerra.
A primeira suspeita de morte por dengue hemorrágica em 2020 foi registrada em Uberaba no fim de semana. O caso é referente a uma mulher de 28 anos que morreu no último sábado (4).
A mulher deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Parque do Mirante no dia 31 de dezembro, relatando sintomas como dores pelo corpo, febre e vômitos. Ela foi liberada e orientada a retornar à unidade se houvesse uma piora no quadro. No dia 2 de janeiro, a mulher voltou à UPA em busca de atendimento e foi transferida para o Hospital de Clínicas da UFTM, onde ela morreu dois dias depois.