POLÍTICA

Suspensão de matrículas de crianças de zero a 3 anos no município é denunciada

Fechamento de turmas de alunos de Berçário e Maternal pode acarretar problemas para o cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação, dizem ativistas

Gisele Barcelos
Publicado em 09/11/2021 às 22:28Atualizado em 18/12/2022 às 16:41
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Em nova análise do governo Elisa Araújo, grupo de ativistas políticos divulgou documento que denuncia suspensão de matrículas na rede municipal para crianças de zero a três anos. O material aponta que a situação poderá acarretar problemas para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação em Uberaba.

Entre as pessoas que assinam o documento publicado nas redes sociais está a ex-secretária municipal de Educação, Silvana Elias. O texto questiona a redistribuição de profissionais contratados e efetivos, que atuam em turmas de 0 a 3 anos, para outras vagas do município, apontando que a medida indica que poderá haver suspensão dos atendimentos em algumas faixas etárias no ano 2022 em diversas unidades.

O documento, inclusive, menciona que algumas unidades de ensino da rede municipal já teriam até sido orientadas a não efetuar matrículas para o berçário e maternal no próximo ano, o que iria na contramão da meta nacional de ampliar o atendimento nessa faixa etária até 2024. “O atendimento pós-pandemia será imprescindível, quando se sabe que a situação socioeconômica das famílias poderá tornar-se ainda mais difícil”, continua o material.

Ainda conforme o texto, a abertura de turmas para crianças na faixa etária de zero a três anos teria sido condicionada à captação de alunos por parte de professores. “Sabe-se que, em pelo menos uma dessas unidades, professores estão pagando carro de som, elaborando banners eletrônicos para captar alunos. Ora, fica aqui uma pergunta: a quem cabe fazer a busca ativa de alunos?”, questiona o documento.

No material, o grupo ressalta que a busca ativa deve ser uma iniciativa do órgão gestor e os apoiadores devem ser apenas apoiadores no processo. “Os profissionais não podem ser responsabilizados pelo retorno do aluno à escola, já que os mesmos desempenham funções fundamentais para assegurar a proposta pedagógica”, continua o texto. 

Prefeitura nega medida e diz que acusações

são inverídicas e têm caráter especulativo

Prefeitura rechaçou denúncia de suspensão de matrículas para alunos de zero a três anos na rede municipal, mas se negou a responder os questionamentos feitos no documento publicado nas redes sociais por grupo de ativistas.

Em nota, o governo municipal posicionou estar sempre aberto ao diálogo com os diversos grupos da sociedade, mas argumentou que as acusações feitas no material são inverídicas e de caráter especulativo.

Ainda segundo a Administração Municipal, a análise divulgada nas redes sociais não aponta nenhum estudo quantitativo ou qualitativo da realidade para comprovar as acusações. “Não há pesquisa, não há dados que amparem as afirmações”, continua a nota.

A assessoria de imprensa também manifestou que não houve qualquer orientação da Secretaria Municipal de Educação para que os professores assumissem a busca ativa dos alunos.

 

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