Fechamento de turmas de alunos de Berçário e Maternal pode acarretar problemas para o cumprimento de metas do Plano Nacional de Educação, dizem ativistas
Em nova análise do governo Elisa Araújo, grupo de ativistas políticos divulgou documento que denuncia suspensão de matrículas na rede municipal para crianças de zero a três anos. O material aponta que a situação poderá acarretar problemas para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação em Uberaba.
Entre as pessoas que assinam o documento publicado nas redes sociais está a ex-secretária municipal de Educação, Silvana Elias. O texto questiona a redistribuição de profissionais contratados e efetivos, que atuam em turmas de 0 a 3 anos, para outras vagas do município, apontando que a medida indica que poderá haver suspensão dos atendimentos em algumas faixas etárias no ano 2022 em diversas unidades.
O documento, inclusive, menciona que algumas unidades de ensino da rede municipal já teriam até sido orientadas a não efetuar matrículas para o berçário e maternal no próximo ano, o que iria na contramão da meta nacional de ampliar o atendimento nessa faixa etária até 2024. “O atendimento pós-pandemia será imprescindível, quando se sabe que a situação socioeconômica das famílias poderá tornar-se ainda mais difícil”, continua o material.
Ainda conforme o texto, a abertura de turmas para crianças na faixa etária de zero a três anos teria sido condicionada à captação de alunos por parte de professores. “Sabe-se que, em pelo menos uma dessas unidades, professores estão pagando carro de som, elaborando banners eletrônicos para captar alunos. Ora, fica aqui uma pergunta: a quem cabe fazer a busca ativa de alunos?”, questiona o documento.
No material, o grupo ressalta que a busca ativa deve ser uma iniciativa do órgão gestor e os apoiadores devem ser apenas apoiadores no processo. “Os profissionais não podem ser responsabilizados pelo retorno do aluno à escola, já que os mesmos desempenham funções fundamentais para assegurar a proposta pedagógica”, continua o texto.
Prefeitura nega medida e diz que acusações
são inverídicas e têm caráter especulativo
Prefeitura rechaçou denúncia de suspensão de matrículas para alunos de zero a três anos na rede municipal, mas se negou a responder os questionamentos feitos no documento publicado nas redes sociais por grupo de ativistas.
Em nota, o governo municipal posicionou estar sempre aberto ao diálogo com os diversos grupos da sociedade, mas argumentou que as acusações feitas no material são inverídicas e de caráter especulativo.
Ainda segundo a Administração Municipal, a análise divulgada nas redes sociais não aponta nenhum estudo quantitativo ou qualitativo da realidade para comprovar as acusações. “Não há pesquisa, não há dados que amparem as afirmações”, continua a nota.
A assessoria de imprensa também manifestou que não houve qualquer orientação da Secretaria Municipal de Educação para que os professores assumissem a busca ativa dos alunos.