A ação revela que os servidores foram convocados em redes sociais e outros meios pelo SSPMU, Cohagra e Prefeitura
Justiça Eleitoral ouviu cinco das nove testemunhas arroladas na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que apura abuso de poder político/econômico e uso da máquina em benefício da campanha por Paulo Piau (PMDB) e seus apoiadores.
Todas as pessoas ouvidas eram de acusação. De acordo com o advogado de Piau, Jacob Estevam, as testemunhas de defesa foram dispensadas. Ele informou que os primeiros quatro depoimentos isentaram Piau e o vice-prefeito eleito, atual vereador João Gilberto Ripposati (PSD), de tentativa de compra de votos.
A denúncia foi feita pelas coligações “Compromisso por Uberaba”, representada por Antônio Lerin, e “Pra Uberaba voltar a crescer”, representada por Angela Mairink, contra Piau, Ripposati, a primeira-dama Heloísa Piau, o presidente do Companhia Habitacional do Vale do Rio (Grande) Cohagra, Marcos Adad Jammal, e o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU), Luís Carlos dos Santos.
A ação revela que os servidores públicos municipais foram convocados em redes sociais e outros meios pelo SSPMU, pela Cohagra e pela Prefeitura Municipal a participar de evento realizado no dia 15 de setembro, no Teatro Municipal Vera Cruz, que divulgaria programa social habitacional denominado Parque Colibri II Residencial. O programa seria destinado a servidores públicos municipais que se cadastrassem no sindicato e na Cohagra, dentro do Minha Casa Minha Vida – faixa 2. No evento e nas redes sociais, foi divulgado pelos órgãos acusados o compromisso de realizar o sorteio de uma casa, como doação, bem como sorteio de móveis planejados, todos custeados pelo programa habitacional público.
“Como as primeiras testemunhas não confirmaram tentativa de compra de voto, disseram que em nenhum momento da reunião foi citado o nome do prefeito, então, decidimos pela dispensa das nossas testemunhas, já que as pessoas que foram ouvidas não fizeram nenhuma afirmação sobre prática de compra de votos”, ressaltou o advogado. Sobre a quinta testemunha, ele disse que solicitou à Justiça a desqualificação, pois tratava-se de uma advogada de um dos denunciantes, o que configurou parte interessada no caso.