O vereador e líder governista na Câmara, Tony Carlos, está mais próximo de assumir uma cadeira de deputado na Assembleia de Minas (ALMG) para o mandato 2011-2014
O vereador e líder governista na Câmara, Tony Carlos (PMDB), está mais próximo de assumir uma cadeira de deputado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para o mandato 2011-2014. Candidato em 2010, ele foi para a disputa sem apoio do então prefeito à época e seu correligionário, Anderson Adauto (sem partido), que optou por sustentar o nome de José Luiz Alves (PSL) para o cargo. Tony obteve 34.724 votos (32.984 somente em Uberaba) e ficou na quarta suplência. A sua posse no cargo depende apenas da permanência do prefeito de Teófilo Otoni (Nordeste de Minas) e seu correligionário Getúlio Neiva no posto. A mudança na composição do Parlamento Mineiro é reflexo da morte, ontem de madrugada, do 1º vice-presidente da ALMG, deputado José Henrique (PMDB), vítima de um câncer contra o qual lutava havia cinco anos. O seu falecimento foi oficialmente comunicado durante a sessão ordinária de ontem na Casa, procedimento que dá início à contagem de um prazo de 48 horas para a convocação do suplente. Segundo a assessoria de imprensa da Assembleia, Getúlio Neiva será o convocado, procedimento que será feito através do órgão oficial do Estado, jornal Minas Gerais, no espaço dedicado ao Legislativo. Após a publicação do ato, ele terá 30 dias de prazo para se manifestar se assume ou não a cadeira de deputado, o que passa pela renúncia ao cargo de prefeito de Teófilo Otoni, cargo para o qual foi eleito com apoio de 35.842 eleitores (86,1% dos votos válidos). Através de nota oficial, Getúlio Neiva diz que irá usar o prazo que tem para ouvir os partidos da base aliada. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, ele foi eleito com apoio do PMDB, PSDB, PRB, PRTB, PR, PSL, DEM, PTC, PC do B, PTB, PSDC, PV, PSB, PP, PPS, PT do B e PHS. Seu vice é o tucano Ilter Volmer Martins. Tony disse que está tranquilo e confiante na sua convocação e avalia que Neiva não vai deixar a administração municipal com apenas oito meses de governo. Ele também assegura que o correligionário, que era segundo suplente da coligação, já perdeu sua vez de assumir o cargo, quando o então deputado Bruno Siqueira foi eleito prefeito em Juiz de Fora, vaga que acabou ficando com Leonídio Bouças. “Desconheço isso na história da política do país”, disse Tony, que à noite conversou com o prefeito Paulo Piau (PMDB) – os dois fizeram dobradinha em 2010. Para PP, o correligionário é preparado, defensor de Uberaba e região. Na sessão plenária de ontem, o peemedebista foi enaltecido pelos colegas, que já dão como certa sua posse na ALMG.