Pauta de reivindicação dos professores municipais já está sendo analisada pela secretária municipal de Educação, Silvana Elias. O documento foi protocolado em dezembro, na Prefeitura, mas a transição de governo e as possíveis mudanças na equipe do primeiro escalão adiaram o início do estudo sobre as demandas da categoria.
Silvana explica que tomou conhecimento da pauta logo após a entrega do documento em dezembro. No entanto, ainda não havia definição à época se permaneceria à frente da pasta da Educação. “Naquele momento, eu não me senti à vontade para opinar ou fazer qualquer tipo de estudo mais aprofundado”, ponderou.
A secretária afirma que as solicitações da categoria já estão sendo avaliadas e espera que a negociação não seja prolongada. No entanto, ainda não informou data para a primeira rodada de conversação com o sindicato. “Eu acredito que chegaremos a um consenso o mais rápido possível”, disse.
Ao todo, 19 itens constam na lista de demandas para a campanha salarial dos professores municipais. De acordo com pauta aprovada na assembleia, a categoria quer reajuste de 16,04% em 2017. O índice abrange 8,4% que seriam referentes às perdas salariais de 2016 e 7,64% do aumento do piso salarial nacional para este ano. Outra solicitação é subir o tíquete–alimentação para R$600.
Os educadores também reivindicam abertura de novo concurso público; transformação de centros de educação infantil em escolas, reestruturação dos vencimentos defasados de diretores e vices; pagamento de descanso semanal remunerado para supervisoras e educadoras infantis; entre outros itens.
A expectativa é o início da negociação até fevereiro, com o governo municipal, para evitar o prolongamento na definição do reajuste. A data-base da categoria é 1º de janeiro e a demora para definir o percentual pode representar prejuízos para os professores, pois o acerto dos valores retroativos não é feito de imediato.