POLÍTICA

Transição no governo atrasa análise de pauta das demandas dos educadores

Pauta de reivindicação dos professores municipais já está sendo analisada pela secretária de Educação

Gisele Barcelos
Publicado em 05/01/2017 às 08:04Atualizado em 16/12/2022 às 15:53
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Pauta de reivindicação dos professores municipais já está sendo analisada pela secretária municipal de Educação, Silvana Elias. O documento foi protocolado em dezembro, na Prefeitura, mas a transição de governo e as possíveis mudanças na equipe do primeiro escalão adiaram o início do estudo sobre as demandas da categoria.

Silvana explica que tomou conhecimento da pauta logo após a entrega do documento em dezembro. No entanto, ainda não havia definição à época se permaneceria à frente da pasta da Educação. “Naquele momento, eu não me senti à vontade para opinar ou fazer qualquer tipo de estudo mais aprofundado”, ponderou.

A secretária afirma que as solicitações da categoria já estão sendo avaliadas e espera que a negociação não seja prolongada. No entanto, ainda não informou data para a primeira rodada de conversação com o sindicato. “Eu acredito que chegaremos a um consenso o mais rápido possível”, disse.

Ao todo, 19 itens constam na lista de demandas para a campanha salarial dos professores municipais. De acordo com pauta aprovada na assembleia, a categoria quer reajuste de 16,04% em 2017. O índice abrange 8,4% que seriam referentes às perdas salariais de 2016 e 7,64% do aumento do piso salarial nacional para este ano. Outra solicitação é subir o tíquete–alimentação para R$600.

Os educadores também reivindicam abertura de novo concurso público; transformação de centros de educação infantil em escolas, reestruturação dos vencimentos defasados de diretores e vices; pagamento de descanso semanal remunerado para supervisoras e educadoras infantis; entre outros itens. 

A expectativa é o início da negociação até fevereiro, com o governo municipal, para evitar o prolongamento na definição do reajuste. A data-base da categoria é 1º de janeiro e a demora para definir o percentual pode representar prejuízos para os professores, pois o acerto dos valores retroativos não é feito de imediato.

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