A terceira edição da campanha “Sujeira não é Legal” já está nas ruas desde o início desta semana, após o lançamento oficial pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Objetivo do projeto é orientar candidatos, eleitores e a população em geral para que seja realizada uma campanha eleitoral mais limpa, segura, tranquila e transparente.
Na prática, a Justiça Eleitoral quer evitar em Minas o que aconteceu em Uberaba, por exemplo, no primeiro turno das eleições municipais de 2012, quando a cidade ficou tomada de material de campanha espalhado pelas ruas de diversos bairros. A sujeira foi tamanha que uma eleitora acidentou-se após escorregar por causa dos santinhos e folders jogados no chão.
A situação foi contornada no segundo turno, quando os então candidatos a prefeito Antônio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) assinaram um Termo de Compromisso com o Ministério Público que culminou com a doação à Cooperativa de Recolhedores Autônomos de Resíduos Sólidos e Líquidos de Uberaba (Cooperu) de cerca de três toneladas de restos de materiais.
A campanha “Sujeira não é Legal” será composta de spots para rádio, VTs para televisão, cartazes, backbus e anúncios para jornais e revistas. Além disso, será distribuído um manual para candidatos e partidos com dicas para uma disputa limpa e dentro dos limites legais, orientando os candidatos com relação à propaganda eleitoral, gastos de campanha e medidas de segurança para seus atos, por exemplo.
Assim como nos anos anteriores, a vassoura será o símbolo da campanha, dando a ideia de “varrer” do processo eleitoral qualquer sujeira. Entre as orientações que a Justiça Eleitoral dá estão sugestões de utilizar material reciclável para produzir o material de campanha, de imprimir nos santinhos a frase “Não jogue este folheto em vias públicas”, de instalar bandeiras longe da rede elétrica e de registrar com clareza todas as arrecadações e gastos de campanhas.