POLÍTICA

Tucanos vão adotar mote de Juscelino na campanha de Aécio

O mote da campanha do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek – que governou o Brasil de 1956 a 1961 – será resgatado

Geórgia Santos/Renata Gomide
Publicado em 30/05/2014 às 23:21Atualizado em 19/12/2022 às 07:32
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O mote da campanha do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek – que governou o Brasil de 1956 a 1961 – será resgatado pelos tucanos para tentar eleger o pré-candidato do partido à Presidência, Aécio Neves.   A revelação foi feita em Uberaba pelo ex-governador de Minas Gerais e postulante ao Senado nas eleições de 2014, Antonio Anastasia, um dos coordenadores da pré-campanha, que ontem palestrou na cidade no encerramento do 2º Fórum de Vereadores do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba”. “Vamos fazer uma campanha como a de Juscelino, a campanha do otimismo, para cima, animada, que vai apresentar bons projetos, mas que fundamentalmente vai devolver a esperança ao brasileiro”, disse o tucano em entrevista coletiva. A ideia é fazer o contraponto ao que chamou de ambiente de pessimismo econômico, de falta de investimentos. Segundo ele, Aécio é capaz de devolver o clima de confiança como liderança forte, não apenas para os empresários, mas para todas as pessoas do Brasil, de todas as regiões.   Para Anastasia, a ineficiência tomou conta do país, que precisa de um líder que de fato promova a descentralização de recursos e consequentemente o crescimento dos estados e municípios. “Hoje, 70% dos recursos públicos brasileiros originários de tributos estão na esfera federal. Temos 27 estados e 5.500 municípios que têm dificuldades financeiras para arcar com diversos serviços públicos na segurança, educação, saúde”, aponta Anastasia, para quem o país precisa de uma verdadeira federação, pela sua dimensão e diferenças regionais.   Ainda de acordo com ele, o governo federal sempre quis ter a possibilidade de distribuir os benefícios, mas chegou a um ponto que isso é inviável. “No momento em que a União praticar a descentralização dos recursos, fizer a revisão da dívida dos Estados, que nos tira mais de R$5 bilhões por ano, que recebermos os royalties do minério e do petróleo, tenho certeza que teremos mais recursos para alocar”, colocou o ex-governador, citando a segurança em Minas como um dos segmentos prioritários.

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