POLÍTICA

UFTM pede apoio de ministro para implantar centro de turbinas a gás

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) quer apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia para retomar a implantação da Central Nacional de Turbinas a Gás em Uberaba

Gisele Barcelos
Publicado em 09/05/2015 às 22:11Atualizado em 17/12/2022 às 00:14
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A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) quer apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia para retomar a implantação da Central Nacional de Turbinas a Gás em Uberaba. O pedido foi formalizado ontem ao ministro Aldo Rebelo (PCdoB), durante visita ao Parque Tecnológico.

O projeto do centro de turbina a gás foi anunciado em 2013 e uma série de estudos foi desenvolvida ao longo do ano passado. A UFTM também firmou uma parceria com empresa especializada em motores aéreos para a criação de laboratórios no Parque Tecnológico. Entretanto, com as eleições e mudanças de governo, o projeto ainda não saiu do papel.

Ontem, a reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, entregou documento ao ministro mostrando o plano de trabalho já desenvolvido para implantação da central de turbinas. Ela aproveitou para solicitar apoio e recursos financeiros para consolidar o centro de pesquisas. “No ano passado, tivemos eleição presidencial e troca ministérios. Então, agora precisamos retomar o assunto. Também vamos marcar uma agenda em Brasília para discutir a questão de forma mais detalhada com o ministro”, acrescenta.

A reitora também adiantou que a universidade inclusive já prepara um projeto para criação de um novo mestrado na área de turbinas a gás para ser submetido à aprovação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Já o ministro posicionou ainda não conhecer em detalhes o projeto da Central de Turbinas a Gás, mas assegurou dar total suporte para a consolidação da proposta. “O Ministério de Ciência e Tecnologia tem interesse e apoiará essa pesquisa porque é importante para o desenvolvimento do Brasil”, disse.

Contingenciamento. Rebelo também analisou a situação das universidades públicas em função do risco de corte no orçamento federal. Ele assegurou que as instituições não serão atingidas. “As áreas prioritárias e essenciais em Ciência e Tecnologia e Inovação não vão sofrer prejuízo.” De acordo com o ministro, o ajuste é uma medida passageira e a contenção não será em longo prazo. “Temos que manter em funcionamento as áreas essenciais e aproveitar também o momento para projetar a vida das instituições para quando esse ajuste passar, e será em breve”, declara.

A fábrica de amônia da Petrobras foi outro assunto questionado ao ministro. Ele afirmou que estava aberto a ouvir as reivindicações e demandas do prefeito em relação à continuidade da obra, mas não comentou sobre a ameaça de interrupção do projeto pela Petrobras.

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