Universidades federais serão responsáveis por elaboração de estudo de viabilidade técnica referente à Região Metropolitana do Triângulo
Universidades federais serão responsáveis por elaboração de estudo de viabilidade técnica referente à Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM). O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Paulo Piau (PMDB), durante audiência pública realizada em Frutal para discutir o projeto. O levantamento será custeado por cinco associações microrregionais englobadas na proposta da RMTM. As entidades assinam convênio na quinta-feira (5) com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para início do trabalho. Serão aplicados R$ 70 mil para desenvolvimento da análise técnica do projeto. O estudo de viabilidade é necessário para apontar se a região metropolitana se enquadra nos quesitos estabelecidos na Constituição Estadual. A legislação determina que os municípios sejam limítrofes e também prevê a existência ou mesmo a tendência à conurbação entre as cidades. Outro critério é que as funções urbanas sejam complementares. Sendo assim, a avaliação deverá conter a projeção de crescimento demográfico, o grau de conurbação e movimento entre as cidades da população, as atividades econômicas e as perspectivas de desenvolvimento, os fatores de polarização e a deficiência dos serviços públicos, em um ou mais municípios, com implicações no desenvolvimento da região. O prefeito Paulo Piau (PMDB), que preside a Associação Microrregional dos Municípios do Vale do Rio Grande (Amvale), salienta que o levantamento dará subsídios para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais avançar na votação do projeto que cria a RMTM. Os dados serão juntados ao projeto da deputada estadual Liza Prado (PSB), que cria a região metropolitana. “Sem esse estudo, a proposição não pode ser colocada na pauta”, acrescenta. As audiências públicas em Frutal e Ituiutaba encerraram o ciclo de debates promovido pela Assembleia Legislativa. De acordo com a autora da proposta, Liza Prado, o balanço final foi positivo. “Posso dizer que as pessoas começaram a entender a importância da região metropolitana. Teremos mais cinco reuniões, promovidas pelas associações microrregionais, para a apresentação do estudo de viabilidade econômica e social a ser realizado pelas duas instituições federais de ensino superior”, conclui.