A realização do debate será solicitada na próxima segunda-feira, dia 12, quando o Legislativo dá início às plenárias de maio
A proposta de armar a Guarda Municipal de Uberaba será discutida em audiência pública, conforme deliberaram ontem o prefeito Paulo Piau (PMDB) e seu vice-líder na Câmara, Kaká Se Liga (PSL), como conta o vereador. A realização do debate será solicitada na próxima segunda-feira, dia 12, quando o Legislativo dá início às plenárias do mês de maio, no entanto, não há previsão de data para acontecer.
“Vai depender da agenda da Câmara”, pondera Kaká, que não esconde a pressa em discutir o tema proposto por ele em fevereiro, após uma visita à Guarda Municipal de Sertãzinho (SP), que é considerada modelo no país e desde 1963 é armada. O vice-líder governista quer levar para o debate as forças de segurança da cidade, as entidades de classe e os clubes de serviço, além das lideranças políticas.
Segundo ele, caso sua proposta seja acolhida, o processo de armamento é longo, demanda algo em torno de dois anos, já que os guardas terão, por exemplo, que passar por um curso de capacitação técnica e psicológica com 370 horas de duração. Além disso, a Guarda precisará contar com sede própria, ser reestruturada, completa Kaká, citando que o investimento como um todo dever girar em R$2,5 milhões.
O vice-líder governista também informa que será realizado concurso público este ano para ampliar o efetivo da GM, dos atuais 110 profissionais para 220. “Entramos nessa luta e vamos até o fim”, disse Kaká, para quem o fato de a Câmara dos Deputados ter aprovado projeto de lei que regulamenta a profissão de guarda municipal e autoriza o porte de arma à categoria contribui para o debate em Uberaba – a proposição ainda depende de votação no Senado.
Ao Jornal da Manhã o prefeito já disse que não é adepto da proposta do uso de arma de fogo pelos guardas municipais. “A GM tem uma finalidade específica que é a proteção ao patrimônio público, não o confronto com a criminalidade. O combate ao crime é o dever da Polícia Militar”, argumentou à ocasião, embora tenha deixado a discussão em aberto. O JM procurou novamente o chefe do Executivo, ontem, para que ele se manifestasse sobre a realização da audiência pública, mas não obteve retorno.