
Após a determinação do Supremo Tribunal Federal para que o Ministério da Saúde apresentasse o plano nacional de vacinação contra a Covid-19, o governo federal apresentou alguns detalhes sobre a imunização. Contudo, o anúncio mais aguardado, que é sobre quando a vacinação, de fato, vai começar, não foi confirmado. Veja aqui a íntegra do documento.
Durante os discursos, não foram apresentadas muitas novidades, e sim um balanço da estrutura de vacinação já existente no país. Entretanto, no documento de 110 páginas disponível no site do Ministério da Saúde, estão discriminados os critérios e o planejamento da imunização.
Segundo informou o governo federal, o Brasil tem hoje 38 mil salas de vacinação, podendo chegar a 50 mil enquanto durar a campanha. Os profissionais da saúde terão prioridade na imunização, uma vez que atuam na linha de frente do combate à pandemia.
O governo planeja trabalhar com diferentes imunizantes, inclusive com a CoronaVac. São eles: Consórcio Covax Facility (composto por dez empresas e liderado pela ONU), Oxford/AstraZeneca (Fiocruz), Pfizer, Coronavac (Instituto Butantan), Bharat Biontech, Modena e Janssen. Inclusive, o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac no Brasil, foi elogiado pelo ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello.
Entrevista coletiva após o lançamento do programa teve maior detalhamento do plano nacional de vacinação. Pazuello afirmou a jornalistas que assim que as vacinas estiverem disponíveis e registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será iniciada a imunização. Ele prevê que a população comece a ser vacinada em meados de fevereiro.
“O cronograma de distribuição e imunização ainda está sendo desenvolvido, mas está condicionado ao registro da vacina. Se conseguirmos manter o planejado do Butantan e da Fiocruz de apresentar à Anvisa a Fase 3 dos estudos e toda a documentação das Fases 1 e 2 ainda em dezembro e solicitar o registro, teremos janeiro para análise da Anvisa. Possivelmente, em meados de fevereiro para frente, estaremos com essas vacinas recebidas e registradas para iniciar o plano”, projetou Eduardo Pazuello.
Apresentação do Plano Nacional de Vacinação
Em sua fala, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou ter confiança na vacinação e criticou o que chamou de ansiedade pela divulgação de uma data. O chefe da pasta argumentava que há “desinformação” acerca da “capacidade” do sistema brasileiro em entregar as doses e vacinar a população.
"Vamos levantar a cabeça, acreditem. O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior sistema de saúde do mundo, o maior programa de vacinação do mundo. Pra que essa ansiedade, essa angústia? Somos a referência na América Latina e estamos trabalhando", afirmou o general durante a solenidade.
Pazuello ainda fez questão de frisar que todos os estados serão tratados de forma igualitária. “Todas as vacinas terão prioridade no SUS. Isso está pacificado”, declarou. "Sairemos um país mais forte, uma democracia mais estável. Todos os Poderes se alinham e funcionam da maneira correta. Nós, brasileiros, vamos ganhar essa guerra. O Brasil imunizado é o nosso objetivo. Somos todos uma só nação", concluiu em uma clara referência a líderes que buscam imunizações próprias para municípios e estados.
Durante seu pronunciamento, o presidente Jair Bolsonaro fez sua mea culpa e reconheceu a dimensão do problema provocado pelo coronavírus. "Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos em grande parte. E nós todos, irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal", afirmou Bolsonaro.
O presidente ainda fez questão de minimizou divergências com governadores com relação à vacinação. "A grande força que todos nós demonstramos agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução", declarou em outro trecho do discurso.
Confira a íntegra do pronunciamento oficial nesta manhã sobre a vacinaçã