Diante do cenário de insegurança, autarquia explica sobre fatores que podem ser fundamentais para enfrentar a crise hídrica deste ano
O Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (CODAU) realizou o esclarecimento sobre a situação hídrica atual e se Uberaba poderá sofrer racionamento em 2015. Segundo o presidente da autarquia, Luiz Guaritá Neto, as chuvas verificadas entre fevereiro e abril de 2015 foram positivas. No entanto, o volume ainda não foi suficiente para a recuperação total do Rio Uberaba.
Em entrevista à Rádio JM na última terça-feira (05), o presidente do Codau Luiz Guaritá Neto não descartou a possibilidade de racionamento em Uberaba. “Os três últimos meses foram de chuva acima da média histórica, mas isso não resolve. Ainda teremos 2015 de muita dificuldade”, afirmou, na ocasião. Contudo, o presidente assumiu novo posicionamento nesta sexta-feira (08), afirmando ao jornalista Wellington Cardoso que Uberaba estaria completamente livre do racionamento este ano.
Diante das incertezas, a pedido da equipe do JM Online, a autarquia esclareceu, em nota, sobre as medidas que serão adotadas para garantir o abastecimento d’água na cidade.
O primeiro alerta é sobre os meses entre agosto e outubro, quando se intensifica o período de seca. Para driblar a falta d’água nesta época, diversas ações e obras de ampliação do sistema de distribuição e reservas têm sido implantadas em Uberaba. No entanto, Luiz Neto adianta que na cidade poderá haver a necessidade de adotar o rodízio de abastecimento.
“O rodízio consiste na interrupção do fornecimento de água, apenas em algumas horas do dia, e garante que todos recebam água em suas casas diariamente. Essa medida é necessária para que os níveis de armazenamento dos reservatórios possam se recuperar. Os Centros de Reservação, ao estarem na sua capacidade máxima, conseguem pressurizar a rede e permitir uma distribuição de água satisfatoriamente para todos os imóveis”, garantiu o presidente.
Mesmo diante de um cenário otimista, o Codau enxerga a necessidade de se precaver para a possível crise hídrica, visto que o ano de 2014 foi o pior em mais de 80 anos no que tange à média de chuvas e que em 2015 não tem sido diferente. Ainda, a autarquia reforça sobre a responsabilidade, que é também é do consumidor. É preciso haver economia, uma vez que o consumo em Uberaba é 28% a mais que o do resto do Brasil.