Criada em 1820, por decreto imperial do rei dom João VI, a capela de Santo Antônio e São Sebastião passou a ser constituída como Matriz de Uberaba
André Santos/PMU
Ao lado do prefeito Paulo Piau, o vereador Rubério entregou o diploma ao arcebispo e ao pároco monsenhor Valmir
Em comemoração aos 200 anos da Catedral Metropolitana de Uberaba, o vereador Rubério Santos realizou homenagem especial durante missa na última segunda-feira (2). O diploma foi entregue ao arcebispo dom Paulo Mendes Peixoto e ao pároco monsenhor Valmir Ribeiro.
Criada em 1820, por decreto imperial do rei dom João VI, a capela de Santo Antônio e São Sebastião passou a ser constituída como Matriz de Uberaba. Devido à organização política, administrativa e religiosa do Brasil, que à época pertencia a Portugal, o povoado que havia se instalado na atual cidade de Uberaba foi elevado à categoria de freguesia. No entorno da igreja foram surgindo várias casas, casarões, pontos comerciais e instituições comunitárias, como escolas e hospitais, consolidando assim a cidade de Uberaba.
O vereador salientou que “são 200 anos de uma caminhada longa e de muitas ações em prol do povo. A Igreja Católica não é apenas a parte espiritual, mas também de saúde, social, educação, cultura, entre outras, tendo ainda grande atuação na política”.
Em 1899, com a transferência da sede do Bispado de Goiás para Uberaba, a Igreja Matriz alcançou a prerrogativa de Catedral. Em 1926 foi dedicada ao Sagrado Coração de Jesus e em 1933 sofreu a primeira grande reforma. Rubério lembrou de religiosos que tiveram decisivas atuações políticas, como monsenhor Ignácio Xavier da Silva e o vigário Antônio José da Silva (vigário Silva), que foram vereadores e agentes executivos.
Nesses 200 anos o prédio da Catedral passou por várias mudanças. A história registra a construção de capelas em 1807, 1815 e 1828. Em 1859, Joaquim Francisco Ananias edificou duas torres, demolidas 37 anos depois e edificada uma única torre projetada pelo engenheiro Ataliba Vale, em estilo neogótico.