Através de Ofício, Borjão solicita a Piau informações detalhadas sobre a suspensão do processo licitatório para compra do software da Saúde
Através do Ofício nº 142/14, o vereador Marcelo Borjão (DEM) está solicitando ao prefeito Paulo Piau (PMDB), em caráter de urgência, informações detalhadas sobre a suspensão do processo licitatório para compra do software da Saúde à Companhia de Desenvolvimento de Informática de Uberaba (Codiub). “Por que o processo foi suspenso e quais as modificações que devem se feitas no processo licitatório? Em que o programa vai melhorar a agilidade da saúde? Quero saber ainda por que o software subiu de R$4,4 milhões para R$8 milhões em menos de um ano”, questiona o vereador no documento encaminhado ontem à Prefeitura.
Na semana passada o prefeito anunciou o cancelamento do processo licitatório ao argumento de que será necessário alterar a modalidade da licitação. O edital publicado em julho previa a compra do sistema por meio de um pregão eletrônico. De acordo com Piau, este tipo de processo não seria adequado por causa da complexidade do produto a ser adquirido. Já o procurador-geral do município, Paulo Salge, negou que a medida tenha sido tomada por recomendação da promotoria.
Borjão pondera que apesar do fato de o software deixar de atender apenas à Saúde para servir de base para mudanças em todo o sistema da Prefeitura, a elevação nos valores foi muito superior o que havia sido inicialmente estimado. “Diante de tanta celeuma, não seria melhor e mais viável, transparente e econômico que o município, através da Codiub, desenvolvesse seu próprio sistema, mesmo demorando um pouco mais? Além disso, todo o processo tem levantado questionamentos e desconfianças quanto à sua lisura, o que o levou a perder credibilidade”, coloca o vereador no documento endereçado a Piau.
Vereador Borjão ainda lembra que o secretário de Saúde, Fahim Sawan, disse recentemente que a fila eletrônica não anda por conta do sistema e assim que for implantado o novo software esse problema será solucionado. No entanto, o vereador diz que, extraoficialmente, o que se sabe é que o novo programa sequer trata desse tópico.