POLÍTICA

Vereadores analisam relatório de auditoria

Os dois volumes que compõem o relatório, dois calhamaços, como chamou Cléber, chegaram à Casa na segunda-feira

Publicado em 15/08/2013 às 01:07Atualizado em 19/12/2022 às 11:34
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 O relatório parcial da Empresa Libertas Auditoria e Consultoria, sugerindo a existência de fraude na prestação de contas municipais referentes ao exercício de 2012 – gestão Anderson Adauto (sem partido) –, será analisado pelos vereadores com apoio de equipe técnica. A informação é de Cléber Cabeludo (PMDB), que, junto com os colegas Kaká Se Liga (PSL), Afrânio Lara Resende (PP) e o vice-presidente da Câmara, Samir Cecílio (PR), solicitou uma cópia do material. Os dois volumes que compõem o relatório, “dois calhamaços”, como chamou Cléber, chegaram à Casa na segunda-feira e ontem foram providenciadas cópias para o início da análise. As páginas não estão numeradas, mas estima-se que sejam mais de mil. O relatório foi apresentado em julho e apontou 15 irregularidades na área fiscal, alvo da auditoria, que será concluída até outubro.   O auditor e diretor da Libertas, Miguel Dianese, sugeriu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara para apurar a abertura de créditos adicionais no valor total de R$12 milhões no orçamento do ano passado, valores que teriam sido remanejados sem autorização do Legislativo ou sem a indicação correta das fontes de recursos, descumprindo a legislação vigente.   Cléber preferiu não tecer nenhum comentário quanto à sugestão, se limitando a observar, pois não faria nenhum prejulgamento. Ele ponderou apenas que para propor uma CPI é necessário um mínimo de cinco assinaturas. “Vamos começar o trabalho de análise com os técnicos, porque em momento algum a gente pode trazer informação incorreta”, completou o peemedebista, que exerceu a função de líder governista nos dois mandatos do ex-prefeito (2005-2008 e 2009- 2012).   Questionado se já conversou com Anderson Adauto sobre o resultado parcial da auditoria com enfoque orçamentário, financeiro, fiscal e patrimonial referente ao exercício de 2012, Cléber disse que já esteve com ele após a divulgação do material, no entanto, não trataram deste assunto, “até porque não tinha nem o material em mãos”, finalizou o vereador.

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