Publicação do vereador Franco Cartafina (PHS) na rede social gerou animosidade no plenário da Câmara na última reunião ordinária do mês de março
Publicação do vereador Franco Cartafina (PHS) na rede social gerou animosidade no plenário da Câmara Municipal na última reunião ordinária do mês de março. O parlamentar foi contrário ao reajuste salarial dos vereadores aprovado na 6ª sessão plenária do mês. O reajuste foi de 11,28%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2015.
Franco publicou em sua rede social uma foto do painel eletrônico com o resultado da votação. Apenas ele e China foram contrários ao projeto aprovado na Câmara. Antes da foto, o parlamentar também publicou um texto em que disse que agiu de acordo com a consciência ao votar contra o “aumento para o salário dos vereadores e contra a equiparação do salário dos secretários municipais com o dos vereadores”. “Não há que se pensar em demagogia e aqueles que pensam assim é um problema deles. Apenas fiz a leitura de que todos têm se sacrificado um pouco neste momento de crise política refletindo na economia do nosso país. Avante, Guerreiros!”, publicou.
O vereador Marcelo Borjão (PR) fez uso da Tribuna Livre e reprovou a atitude do colega. Na opinião do republicano, a atitude de Cartafina foi antiética ao expor desnecessariamente todo o Legislativo. “O senhor [Franco Cartafina], para ser coerente, deveria não aceitar o reajuste salarial, já que votou contra, seja então coerente. O senhor também não deveria dar aumento aos seus assessores parlamentares”, disse Borjão.
Franco rebateu o colega e disse que anteriormente havia se posicionado contra o reajuste para os vereadores. Ele ressaltou que o projeto inicialmente não estava na pauta e que não havia sido consultado para a inclusão da proposição. “Por favor, só me cobrem coerência quando eu for incoerente. Mas o meu trabalho aqui sempre foi pautado na coerência”, frisou Franco.
O presidente da CMU, Luiz Dutra (PMDB), disse que a questão salarial dos entes públicos é o menor dos problemas. Na opinião dele, se houvesse honestidade na gestão pública, os vencimentos não teriam tanto destaque quanto se dá hoje toda vez que há reajustes. E ele lembrou que a matéria aprovada pelo Legislativo está prevista em lei.