Um dos problemas recorrentes na legislatura passada, a falta de retorno ou respostas insatisfatórias parece sem solução
Um dos problemas recorrentes na legislatura passada, a falta de retorno ou o envio de respostas insatisfatórias aos requerimentos aprovados pelos vereadores, parece ainda sem solução. Passados 100 dias do atual governo, e as reclamações ainda são uma realidade na Câmara, em que pese análise do vice-presidente Samir Cecílio (PR), para quem o requerimento é o resultado do trabalho do vereador junto à comunidade, ou seja, um retrato das demandas da população.
Ele revela que, no seu caso, as respostas do Executivo são “praticamente inexistentes”, mas pondera que são apenas três meses de trabalho e recomenda: “É preciso ter essa compreensão, dar tempo ao tempo, mas, passado isso, é necessário ter o efetivo retorno”.
Já o líder governista Tony Carlos (PMDB) pondera que o trâmite que envolve os requerimentos é demorado. “É natural não responder de uma hora para outra sem que se tenham elementos concretos para resolver”, disse o peemedebista, que assegura: o prefeito Paulo Piau (PMDB) se compromete a responder a todos os requerimentos.
Para João Gilberto Ripposati (PSDB), a solução será a introdução do requerimento eletrônico, em estudo de viabilidade na Casa, conforme determinado pelo presidente Elmar Goulart (PSL). Ele conta que trouxe a proposta à Câmara em 2009, mas agora deve sair do papel. Na prática, assim que o plenário aprovar a demanda, esta será remetida em tempo real ao Executivo. Na sua avaliação, além de tornar o processo mais ágil, o Legislativo ainda ganha em economia de papel e tinta.