Técnicos do instituto se reuniram com vereadores, na sede do Poder Legislativo, para discutir a proposta de revisão do custeio do Ipserv
Técnicos do Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Uberaba (Ipserv) se reuniram com vereadores, na sede do Poder Legislativo, para discutir a proposta de revisão do custeio do Ipserv. O ponto principal do projeto é o aumento de alíquotas de contribuição, tanto patronal quanto dos servidores, para 14%.
De acordo com a atual diretoria do Ipserv, o déficit atuarial do plano previdenciário está em torno de R$289 milhões. Em recente apresentação, João Paranhos Júnior, diretor-financeiro do Ipserv, afirmou que será possível fazer o reequilíbrio da segregação de massa já existente. “Com o novo estudo, passamos a ter um superávit de R$79 milhões. Então, nós reequilibramos o Ipserv e ganhamos fôlego para implementar estudo de capitalização dos planos”, disse na ocasião.
As reações à proposta não têm sido acolhedoras. O ex-presidente do Ipserv, Ney Côrrea Filho, disse que a proposta soluciona o problema do instituto em um curto prazo, mas que no futuro os mesmos problemas retornarão. Ele sugere adotar a mesma medida que a prefeitura de Goiânia (GO). Segundo Corrêa, na capital do Estado de Goiás, o instituto de previdência incorporou ao patrimônio bens e ativos.
O Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) se posicionou contra a proposta de aumento da alíquota de contribuição previdenciária. O Sindemu assina junto com o SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba) e o Sindae (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviço de Esgoto de Uberaba) ofício que repudia o projeto de aumento da alíquota de contribuição.