POLÍTICA

Vereadores não reagem bem à possibilidade de não ter urnas eletrônicas

Retorno ao voto de papel nas eleições municipais de 2016 foi considerado um retrocesso por vereadores ouvidos pela reportagem do JM

Marconi Lima
Publicado em 05/12/2015 às 23:29Atualizado em 16/12/2022 às 21:01
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O retorno ao voto de papel nas eleições municipais de 2016 foi considerado um retrocesso por vereadores ouvidos pela reportagem do JM. Eles não reagiram bem à possibilidade de o pleito não contar com as urnas eletrônicas, como acontece desde 2000.

Fato é que as eleições municipais de 2016 têm chances de ser realizadas manualmente, com voto em cédulas, mediante o contingenciamento orçamentário do Judiciário. A informação foi publicada no Diário Oficial da União e confirmada pela assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trata a medida como “uma possibilidade”.

O vereador Borjão mostrou surpresa quando soube da notícia e resumiu em uma frase o seu sentimento. “Isso é um absurdo!”, esbravejou.

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, já havia procurado o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, para expor a preocupação diante da medida do Executivo. Para a Justiça Eleitoral, o contingenciamento de R$428,9 milhões compromete severamente vários projetos do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), como a aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e de imprescindível contratação até o fim do mês de dezembro. A compra das novas urnas está estimada em 200 milhões de reais.

O vereador Kaká Se Liga analisa que o retorno ao voto de papel é um retrocesso. “Uma volta ao passado. Tudo bem que nos Estados Unidos, a maior potência econômica mundial, não existe o voto eletrônico, as eleições ainda são em cédula. Mas esse é um mecanismo contestado por lá. E a apuração da eleição em cédula pode levar dias para ser encerrada!”, disse Kaká.

Segundo o contingenciamento anunciado pelo governo, fica indisponível para empenho e movimentação financeira um total de R$1,7 bilhão para o Judiciário, composto pelo STF (R$53,2 milhões), STJ (R$73,3 milhões), Justiça Federal (R$555 milhões), Justiça Militar da União (R$14,9 milhões), Justiça Eleitoral (R$428,9 milhões), Justiça do Trabalho (R$423 milhões), Justiça do DF (R$63 milhões) e Conselho Nacional de Justiça (R$131 milhões).

Mas, Kaká diz que se não houver alternativa, terá que se trabalhar conforme o sistema que for implantado para as eleições do próximo ano. “Se tiver que ser no papel, então, vamos nos adaptar”, resignou-se.

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