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Presidente Dilma Rousseff terá seu julgamento no Senado encerrado hoje, o que pode afastá-la definitivamente da Presidência
Ontem, o Senado iniciou às 10h27 o quinto dia de sessão do julgamento de Dilma com a manifestação dos advogados de acusação e defesa, além de discursos de senadores. Sessenta e seis senadores se inscreveram para se pronunciar e, até o fechamento desta edição, 38 já haviam falando, sendo 23 a favor do impeachment, 13 contra e dois não se declararam.
Nas estimativas do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, que preside a sessão, a votação final do impeachment, que poderá resultar na cassação do mandato de Dilma e na efetivação de Michel Temer como presidente da República, deverá ocorrer somente na manhã desta quarta.
A véspera do capítulo final do impeachment não é vista com otimismo por aliados da presidente afastada Dilma Rousseff. Parlamentares contaram nesta terça-feira que trabalhavam com onze senadores que poderiam debandar para o lado do PT, mas, no melhor cenário, contabilizavam a possibilidade de sete deles votarem contra o impeachment. Com isso, poderiam chegar a 28 votos, já que hoje a contabilidade petista está em 21 votos.
Apesar dos cálculos e dos apelos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que passou o dia no Palácio da Alvorada ligando para senadores, assim como Dilma, o clima é de pouca esperança. Entre os que foram contatados por Lula, aliados confirmaram telefonemas aos senadores Ivo Cassol (PP-TO), Acir Gurgacz (PDT-RO), Wellington Fagundes (PR-MT), Vicentinho Alves (PR-TO), Roberto Rocha (PSB-MA) e João Alberto (PMDB-MA).
O grupo de Dilma ainda tinha a esperança de virar o voto do senador Cassol. Mas, depois de ouvirem o discurso do senador, que anunciou o voto pelo impeachment, lamentavam o fato de ele ter "fechado a janela" do diálogo com o PT. Resignado, um forte defensor do mandato de Dilma reclamava do cenário desfavorável: "A verdade é que eles nos usaram", lamentou.