POLÍTICA

Zema ameaça servidores em greve com corte de ponto e até demissões

Pela primeira vez, Romeu Zema admitiu que acordo de 2019 com as forças de segurança foi um erro

Publicado em 17/03/2022 às 07:12Atualizado em 18/12/2022 às 23:43
Compartilhar

Nesta quarta-feira (16), o governador Romeu Zema (Novo) declarou que servidores em greve e paralisação — seja da Segurança Pública, Educação ou Saúde — que se recusarem a trabalhar, receberão sanções administrativas de máximo rigor. A declaração aconteceu nesta quarta-feira (16) em entrevista ao jornal “O Globo”, quando o governador afirmou pela primeira vez que se arrepende do acordo realizado em 2019 com as forças de segurança.

Ainda, o Romeu Zema afirma que tem agido dentro da legalidade e, por isso, é importante que os servidores saibam que, quem fizer o que é ilegal, responderá por isso com rigor. Ele completou a fala informando que quem fechar estradas ou impedir outros profissionais de trabalharem, por se sentir insatisfeito com os reajustes propostos, por exemplo, será tratado com máximo rigor pela advocacia do Estado, sendo processado e tendo o ponto cortado, o que pode, inclusive, levar a demissões.

O chefe do Executivo ainda criticou o descumprimento da lei por parte dos servidores estaduais. Ele afirmou à imprensa que a lei “não vai servir apenas como enfeite” e que serve para todas as categorias que negociam neste momento. Ele completa a fala dizendo que mesmo que os servidores não concordem com todos os termos de negociação, isso não lhes dá o direito de infringir a lei.

Zema, pela primeira vez, admitiu ter errado no acordo feito com as forças de segurança em 2019. À época, o governo prometeu reajuste à categoria escalonado em três anos. Após aprovação no Legislativo, o próprio governador vetou a proposta acordada. Ainda durante a entrevista, Zema disse que o governo não contava com a pandemia e com uma alteração de cálculo de pessoal no meio tempo.

“O correto, pela responsabilidade fiscal, passou a ser o veto ao aumento. Apesar disso, concedemos a parcela de 13% de reajuste e agora, em 2022, oferecemos mais 10,06% a todo funcionalismo, o que garantiria aos servidores da segurança um aumento de quase 24% em três anos, além de melhorias nos benefícios. Não posso pagar acima do teto da inflação acumulada. Sou legalista e não abro mão”, explicou em entrevista.

O governador ainda se referiu aos líderes da greve da Educação como “minoria ruidosa" ligada a sindicatos, que não representaria o olhar da categoria por completo. “Desde 2019, reformamos mais de 1.300 prédios e melhoramos a qualidade da merenda. Também distribuímos os recursos do Fundeb, que garantiram um 14º salário à categoria. Tem quem valorize tudo isso”, afirma Zema.

O chefe do executivo ainda afirmou que, apesar de ter tirado a proposta do Regime de Recuperação Fiscal (RFF) do regime de urgência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a proposta continua sendo o principal objetivo do governo estadual.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por