Após saída de Bilac Pinto (DEM) da Secretaria de Governo, Executivo opta por remanejamento interno para o comando da pasta. O cargo será ocupado por Igor Eto, que até então comandava a Secretaria Geral do Estado.
O nome do novo secretário estadual de Governo foi anunciado por meio de nota oficial distribuída à imprensa. O texto ainda informa que “a escolha se deu em função da extrema confiança que o governador nutre para com Eto”. O comunicado ressalta que o novo titular do governo acompanha Romeu Zema na administração desde o início do mandato.
Segundo a nota oficial, o governador acredita que a juventude e energia de Eto serão de fundamental importância no enfrentamento dos enormes desafios que circundam o Estado. Além disso, o texto volta a apelar pela compreensão da Assembleia Legislativa, na tentativa de evitar uma crise com a Casa que venha a inviabilizar a votação de projetos importantes para o Executivo. “Zema e Eto ressaltam o profundo respeito e o desejo de estreitar a parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, demais poderes e municípios”, continua o comunicado.
Com o remanejamento, a Secretaria-Geral também terá um novo titular. O vereador de Belo Horizonte Mateus Simões (Novo) será nomeado para o posto e desistirá de projeto de candidatura a prefeito na capital mineira. “O parlamentar atende a uma convocação do governador para que contribua ativamente na reconstrução do Estado [...] Tendo em vista o novo desafio, Simões abrirá mão da possibilidade de disputar a Prefeitura de Belo Horizonte e ainda renunciará ao cargo de vereador da capital mineira”, informa a nota.
De acordo com o comunicado oficial do Estado, Simões terá como missão a coordenação da articulação interna entre as secretarias e órgãos do Estado para promover o aprimoramento e efetividade das políticas públicas prestadas pelo Executivo.
Entenda. Bilac Pinto (DEM) comunicou a saída do cargo de secretário estadual de Governo após o anúncio do veto parcial ao reajuste salarial dos servidores da Segurança Pública. O ex-secretário justificou que a decisão foi motivada pelo recuo no acordo firmado com a categoria e disse não entender as razões que levaram ao veto.