NOVO TRATAMENTO

Anvisa aprova novo tratamento para câncer de pulmão avançado no Brasil

Medicamento poderá ser usado por pacientes que já passaram por terapias convencionais; uso exige acompanhamento médico devido aos possíveis efeitos colaterais

Publicado em 29/07/2026 às 08:37
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Pacientes com câncer de pulmão avançado passaram a contar com uma nova opção de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou o registro do medicamento Datroway, que agora poderá ser utilizado em casos específicos da doença após falha de outros tratamentos.

A nova indicação é destinada a adultos com câncer de pulmão de não pequenas células localmente avançado ou metastático — tipo que representa cerca de 85% dos casos da doença — e que apresentem uma mutação genética conhecida como EGFR. Além disso, o paciente precisa já ter sido submetido à terapia direcionada para essa mutação e à quimioterapia à base de platina.

Segundo especialistas, identificar essa alteração genética é essencial para indicar terapias mais precisas, capazes de agir diretamente sobre o mecanismo que favorece o crescimento das células cancerígenas.

Como o medicamento funciona

Diferentemente da quimioterapia tradicional, o Datroway atua de forma direcionada. O medicamento reconhece uma proteína chamada TROP2, presente em grande quantidade nas células do tumor, e leva até elas uma substância capaz de danificar seu DNA, provocando a destruição das células cancerígenas.

O tratamento é administrado por via intravenosa, geralmente a cada três semanas, sempre sob supervisão médica.

Segunda indicação aprovada

O Datroway já era autorizado pela Anvisa para tratar determinados casos de câncer de mama. Com a nova aprovação, o medicamento amplia sua atuação para pacientes com câncer de pulmão que já não respondem às terapias convencionais.

Efeitos colaterais exigem atenção

Apesar do potencial terapêutico, o medicamento pode provocar efeitos adversos e requer acompanhamento médico rigoroso.

Entre as reações mais frequentes estão:

  • náusea;
  • queda de cabelo;
  • fadiga;
  • redução dos glóbulos vermelhos e brancos;
  • alterações na função do fígado;
  • feridas na boca;
  • problemas pulmonares e oculares.

Durante o tratamento, os pacientes podem receber orientações como o uso de colírios lubrificantes e enxaguantes bucais para reduzir alguns desses efeitos.

O medicamento não deve ser utilizado por gestantes ou mulheres que estejam amamentando e também pode afetar a fertilidade de homens e mulheres.

Com a ampliação do registro, médicos brasileiros passam a contar com mais uma alternativa para pacientes com câncer de pulmão avançado que já esgotaram outras opções terapêuticas.

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