Doença matou mais de 20 mil pessoas no país entre janeiro e março de 2026, segundo a Sociedade Brasileira de AVC
O Brasil está entre os países com maior número de pessoas afetadas pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo dados da Sociedade Brasileira de AVC (SBAV). A doença está entre as principais causas de morte no país e provoca, em média, cerca de nove óbitos por hora.
Entre janeiro e março de 2026, foram registradas 20.461 mortes por AVC no Brasil, de acordo com a entidade. Em 2025, o número chegou a 89.490 mortes, ficando atrás apenas dos óbitos provocados por infarto, que somaram 91.912 no período, segundo dados do Ministério da Saúde.
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando um vaso sanguíneo se rompe. A falta de oxigênio pode provocar a morte das células cerebrais e comprometer funções do organismo.
Existem dois principais tipos da doença.
O AVC isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre quando uma artéria que leva sangue ao cérebro é obstruída. O bloqueio pode ser causado por um coágulo formado no próprio vaso, chamado trombo, ou por um coágulo que se desloca de outra região do corpo, chamado êmbolo.
Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca uma hemorragia no cérebro ou na região entre o cérebro e as meninges. Apesar de representar cerca de 15% dos casos, esse tipo pode apresentar maior risco de morte.
Outro quadro que pode anteceder um AVC é o Ataque Isquêmico Transitório (AIT). Ele ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido temporariamente.
Diferentemente de um AVC, os sintomas do AIT desaparecem depois de um período, mas o episódio serve como um importante sinal de alerta e exige avaliação médica.
O risco de AVC associado ao uso de terapia hormonal depende de fatores como o tipo de hormônio, a dose utilizada e a forma de administração.
Segundo a endocrinologista Renata Bussuan, pessoas com obesidade, diabetes ou hipertensão podem apresentar maior risco cardiovascular durante o uso de determinados hormônios.
No caso do estrogênio, uma das preocupações está relacionada ao aumento do risco de trombose. Já o uso de testosterona pode elevar o hematócrito, medida relacionada à quantidade de glóbulos vermelhos no sangue, exigindo acompanhamento médico.
A recomendação é que pessoas que fazem terapia hormonal mantenham acompanhamento regular e realizem os exames indicados pelo profissional responsável.
A neurologista Carolina Alvarez destaca que a adoção de hábitos saudáveis é uma das principais formas de reduzir o risco de AVC.
Entre as medidas recomendadas estão:
A médica ressalta que a presença de um possível fator de risco não significa, necessariamente, que determinado tratamento deva ser interrompido. A avaliação deve ser individualizada, considerando as características e condições de saúde de cada pessoa.
O reconhecimento rápido dos sinais de um AVC também é fundamental. Alterações súbitas na fala, perda de força em um lado do corpo, dificuldade para caminhar, alterações na visão ou dor de cabeça intensa e repentina exigem atendimento médico imediato.