VACINE-SE

Surto de sarampo em países da Copa alerta sobre importância da vacinação no Brasil

Fluxo intenso de viajantes para assistir aos jogos pode disseminar a doença no país

Rodrigo Oliveira/O Tempo
Publicado em 26/05/2026 às 07:48Atualizado em 26/05/2026 às 07:49
Compartilhar

A Copa do Mundo 2026 tem reacendido o medo sobre uma possível reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil por conta do fluxo intenso de viajantes para assistir aos jogos. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, que enfrentam surtos da doença viral.  

Neste cenário, a vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes da saúde pública para prevenir doenças graves, reduzir internações e evitar mortes. 

“Altamente contagioso, o sarampo pode causar complicações graves, como pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças pequenas, idosos e pessoas imunossuprimidas”, alerta a dra. Mariana Otake Yamada, infectologista e professora da Universidade Anhembi Morumbi.

Além da proteção individual, a vacinação tem impacto coletivo. "Quando grande parte da população está imunizada, cria-se a chamada imunidade coletiva, mecanismo que dificulta a circulação do vírus e protege pessoas mais vulneráveis, como bebês, gestantes, idosos e indivíduos com alterações da imunidade", diz. 

Em qualquer idade

A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo SUS para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada. Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. E adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose. 

Apesar de muitas pessoas associarem a vacinação apenas à infância, a imunização deve ser mantida ao longo de toda a vida. “Entre as vacinas recomendadas para adultos estão as doses contra tétano, difteria e coqueluche, gripe, Covid-19, hepatite B, febre amarela e a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Em alguns grupos específicos, também podem ser indicadas vacinas pneumocócicas e contra herpes-zóster”, detalha a professora.

A proteção ganha ainda mais importância diante do aumento das viagens internacionais, já que os turistas podem entrar em contato com vírus e bactérias em circulação em outros países. “O principal risco é se expor a doenças preveníveis durante a viagem e trazer essas infecções ao retornar, favorecendo novos surtos”, reforça.

Em caso de dúvidas sobre o histórico vacinal, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. “A vacinação é segura e pode ser realizada mesmo quando a pessoa não tem certeza se já tomou a vacina”, garante a médica.

Orientações para quem vai viajar para a Copa do Mundo*:

  • Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola);
  • Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária;
  • Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.

Fonte: Ministério da Saúde

Números do sarampo nos países da Copa

Em 2025, o Canadá enfrentou um forte aumento nos casos de sarampo, com 5.062 registros, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Em 2026, já foram contabilizados 871 casos, e a transmissão continua ativa. 

O México vive uma situação semelhante: após registrar apenas 7 casos em 2024, o país teve uma escalada expressiva para 6.152 casos em 2025 e já soma 9.207 registros em 2026.

Nos Estados Unidos, o cenário também preocupa, com 2.144 casos registrados em 2025 e outros 1.738 neste ano. 

Brasil livre do sarampo

O Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.

Fonte: O Tempo

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por