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SUS passa a oferecer novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

Teste de fezes menos invasivo será adotado como padrão nacional para homens e mulheres entre 50 e 75 anos

Publicado em 21/05/2026 às 10:24
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O Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será utilizado como principal exame para detectar precocemente a doença em homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.

A medida faz parte da estratégia federal para ampliar o diagnóstico precoce do câncer de intestino, atualmente um dos tipos mais frequentes no Brasil. A expectativa é alcançar mais de 40 milhões de brasileiros com ações preventivas e aumentar as chances de cura por meio da identificação precoce de lesões.

O FIT é um exame de fezes capaz de identificar pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, alterações pré-cancerígenas ou tumores no intestino. Diferente dos métodos antigos, o teste utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano, oferecendo maior precisão.

O procedimento é simples e pode ser feito em casa. O paciente recebe um kit para coletar uma pequena amostra das fezes, que depois é enviada para análise laboratorial.

Entre as vantagens do exame estão a ausência de preparo intestinal, a dispensa de dietas restritivas antes da coleta e a necessidade de apenas uma amostra. Além disso, o método é considerado menos invasivo e tende a aumentar a adesão da população ao rastreamento.

Segundo o Ministério da Saúde, o FIT possui sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações intestinais.

Quando o resultado aponta presença de sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares, principalmente a colonoscopia. O procedimento permite visualizar o interior do intestino e retirar pólipos antes que evoluam para câncer.

O novo protocolo é voltado para pessoas sem sintomas. Já pacientes com sinais de alerta, como sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, anemia, dores abdominais ou alterações persistentes no funcionamento intestinal, devem procurar avaliação médica independentemente da idade.

A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o Brasil deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos de câncer colorretal por ano entre 2026 e 2028.

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