O aumento de casos de sarampo em 2026 levou o Ministério da Saúde a reforçar a recomendação de vacinação em algumas regiões do país. A orientação é que moradores de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, entre 6 meses e 59 anos, recebam a dose da vacina, mesmo aqueles que já foram imunizados anteriormente.
A medida faz parte da Campanha Nacional de Multivacinação, que segue até 1º de setembro, com o objetivo de atualizar a caderneta vacinal e ampliar a proteção contra doenças que podem voltar a circular.
O sarampo é uma doença causada por vírus e transmitida pelo ar, principalmente por meio de tosse, espirros, fala ou respiração de pessoas infectadas. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, conjuntivite, coriza, mal-estar e tosse seca.
A doença não possui tratamento específico. O atendimento é voltado para o controle dos sintomas e prevenção de complicações, que podem incluir pneumonia, infecção no ouvido, encefalite e, em casos graves, óbito.
Quem deve tomar a vacina?
Nas cidades com registro de casos, a recomendação é:
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias: recebem a chamada dose zero da vacina tríplice viral;
Pessoas de 6 meses a 59 anos: devem se vacinar, independentemente do histórico vacinal.
A dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário de rotina, e as crianças devem continuar seguindo o esquema recomendado pelo Ministério da Saúde.
Nos demais municípios brasileiros, o calendário prevê duas doses da vacina: a primeira aos 12 meses, com a tríplice viral, e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral.
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses registradas, enquanto adultos entre 30 e 59 anos precisam ter pelo menos uma dose. Profissionais da saúde devem comprovar duas doses, independentemente da idade.
Quem não pode tomar a vacina?
A vacina contra o sarampo é contraindicada para pessoas imunossuprimidas, bebês menores de seis meses, gestantes e pessoas que tiveram reação adversa grave ou alergia a algum componente da vacina.
Por que o sarampo voltou a preocupar?
O vírus do sarampo tem alto potencial de transmissão e pode permanecer no ambiente por determinado período, facilitando a contaminação. A baixa cobertura vacinal favorece a circulação da doença e aumenta o risco de novos surtos.
O Brasil voltou a receber a certificação de eliminação do sarampo em 2024, mas o país pode perder esse reconhecimento caso haja transmissão sustentada da doença.