Há três meses, as reivindicações do bairro foram destaque no Jornal da Manhã, mas até hoje muitos dos problemas ainda são motivos de reclamação
Foto/Neto Talmeli
Muitos motoristas trafegam pela contramão na rua Jorge Dionísio de Paula, via em que também há necessidade de quebra-molas
Moradores do Residencial das Palmeiras continuam cobrando melhorias nos acessos de ligação entre o bairro e o Residencial Dom Eduardo. Em março deste ano, a equipe de reportagem do Jornal da Manhã esteve no Residencial Palmeiras e fez um levantamento das principais reivindicações dos moradores para repassá-las ao Poder Público. No entanto, três meses se passaram e pouca coisa mudou na avaliação dos que moram no local.
De acordo com o morador Luiz Carlos de Souza, a única mudança notável na região é com relação à Operação Tapa Buracos. Segundo ele, os buracos foram tampados, mas a massa asfáltica é muito fraca e logo outros buracos se abrem, especialmente na avenida Dona Maria de Santana Borges. “A reivindicação mais importante é em relação à avenida Raul Jardim. Nós não temos acesso e a população é obrigada a fazer contornos distantes e andar na contramão”, afirmou.
Moradores sugerem a construção de um retorno, parecido com o existente na avenida, para permitir que o motorista que sobe a avenida entre à esquerda para o bairro Dom Eduardo. “Nós não queremos que eles continuem a avenida; queremos que façam o acesso naquele pedaço. Para nós, isso é importante no momento. Essa não é uma obra difícil para a Prefeitura nos atender”, avalia Luiz Carlos.
Os moradores relataram ainda a importância da instalação de lombada nas ruas Jorge Dionísio de Paula e Miguel Pereira, onde ficam a entrada e a saída do bairro. “Os veículos trafegam aqui a mais de 100 quilômetros por hora, principalmente caminhões e motociclistas. Se tivesse lombada, eles andariam mais devagar ou então procurariam outra avenida”, opina o empresário e morador da região, João Batista Oliveira Maia.
Falta ônibus. Outro problema pontual que não foi resolvido, segundo moradores do bairro, é a falta de ônibus que circulem dentro do residencial. De acordo com uma empregada doméstica, os ônibus param na avenida e os usuários precisam percorrer o seu destino a pé. “Agora, com a implantação do BRT/Vetor, precisam colocar linhas para circularem dentro do bairro. Isso faz falta”, afirma a usuária, que preferiu não se identificar.