Representante da comunidade escolar lamenta a falta de transparência nas tratativas e afirma que a escola não está tendo o reconhecimento que merece

Apesar da instabilidade sobre o futuro endereço da Escola Uberaba, o representante de pais descarta buscar o apoio do Ministério Público neste momento (Foto/Reprodução)
A indefinição sobre o futuro da Escola Municipal Uberaba continua provocando apreensão entre pais, alunos e professores. Mesmo com a prorrogação do uso do prédio do SESC por mais um ano, a comunidade escolar saiu da reunião mais recente na Câmara Municipal sem respostas objetivas sobre o destino da unidade, que atende cerca de 1.200 estudantes, muitos deles da educação inclusiva. Apesar da instabilidade, o advogado e representante das famílias, Luiz Fernando Costa, afirma que até o momento não há intenção de acionar o Ministério Público.
Durante a reunião desta semana na Câmara Municipal, o presidente da Fecomércio, Nadim Donato, revelou que as tratativas com a Prefeitura sobre a devolução do prédio se iniciaram há cerca de dois anos. Questionado, Luiz Fernando revelou que o assunto surgiu na comunidade, mas de forma incipiente e sem nenhum direcionamento sobre datas. Desde então, os questionamentos não eram respondidos.
Apesar da instabilidade sobre o futuro endereço da Escola Uberaba, o representante de pais descarta buscar o apoio do Ministério Público neste momento. “O único contato que tivemos, enquanto comunidade escolar, foi termos buscado inicialmente a Câmara Municipal, porque quando saiu a notícia foi um susto. Mas continuamos sem solução”, afirma.
Ele reforça que a falta de transparência com as tratativas agrava a insegurança, sobretudo porque, mesmo com reiterados pedidos, não teve sequer acesso ao contrato de comodato do prédio. “Ficamos realmente sabendo quando saiu uma matéria na coluna Alternativa, do Jornal da Manhã. Aquilo gerou pânico entre professores, servidores e pais”, relata, apontando que a falta de comunicação agravou a insegurança da comunidade escolar.
O advogado lamenta que a Escola Uberaba não esteja recebendo o reconhecimento que merece, sobretudo no que tange à transparência. Em entrevista à Rádio JM, ele pontua que a unidade é referência no ensino público da cidade, especialmente na área de inclusão, uma vez que a unidade abriga cerca de uma centena de alunos especiais. “É um trabalho reconhecido. A coordenadora da área de inclusão tem uma atuação reconhecida mundialmente”, afirma. O advogado destacou ainda o desempenho acadêmico da escola, que aprova, em média, de 45 a 50 alunos por ano no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).
Por fim, Luiz Fernando Costa pondera que alternativas já foram levadas ao Executivo municipal, como a ampliação da estrutura no próprio terreno da escola, mas sem retorno até o momento. “Já se passaram dois anos. Se uma decisão tivesse sido tomada lá atrás, hoje já teríamos uma solução. O que queremos é muito claro: a escola não pode sair do bairro e não pode ser dividida”, conclui.