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Aumento de leitos em Uberaba depende de pactuações com Estado e União, diz Saúde

Secretaria Municipal de Saúde diz que medidas estruturais e investimentos externos são essenciais para atender alta demanda regional e minimizar impactos da superlotação do HC-UFTM

Dandara Aveiro
Publicado em 28/01/2026 às 19:02Atualizado em 29/01/2026 às 06:02
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Após novas ocorrências em que o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) reteve macas das UPAs de Uberaba devido à superlotação no Pronto-Socorro adulto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou que acompanha, de forma permanente, a rede assistencial e não descarta a ampliação de leitos. A pasta destacou que mantém ações para agilizar altas e otimizar a rotatividade das vagas, mas ressaltou que o aumento da capacidade depende de pactuações e investimentos com os governos estadual e federal. 

Atualmente, Uberaba conta com 75 leitos de UTI, que atendem pacientes da cidade e de 27 municípios da Macrorregião do Triângulo Sul, dentro da lógica de regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a SMS, qualquer expansão de leitos exige negociações e aporte de recursos externos, prioridade para as esferas estadual e federal, com as quais a pasta afirma manter diálogo contínuo. 

Para reduzir os impactos da superlotação, a Secretaria informou que atua diretamente nas unidades hospitalares com equipes de desospitalização, o programa Melhor em Casa e fiscalização permanente. As medidas têm como objetivo agilizar processos de alta, otimizar a rotatividade de leitos e garantir maior efetividade no atendimento aos pacientes regulados. “A Secretaria Municipal de Saúde permanece empenhada em buscar, de forma articulada com os demais entes do SUS, alternativas estruturais e assistenciais que assegurem a continuidade e a qualidade do atendimento à população”, esclareceu. 

Vale ressaltar que a Sociedade Educacional Uberabense (SEU), responsável pela administração das UPAs, destacou que os episódios de retenção de macas somaram 68 casos entre setembro e dezembro de 2025 e outros 16 em 2026. A entidade afirmou que a indisponibilidade das macas compromete o fluxo de remoções e o atendimento nas unidades. 

Já o HC-UFTM reconheceu os episódios, mas ressaltou que estes ocorrem de forma excepcional, em períodos de alta demanda no Pronto-Socorro Adulto, que chega a atender mais que o dobro de pacientes para os quais o espaço foi pactuado. O hospital informou que participa do projeto Lean nas Emergências e adotou medidas internas para reorganizar o fluxo e sistematizar a regulação e transferência de pacientes. 

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