TRISTEZA

Cadela com tumor e infecção aguarda atendimento em Uberaba desde junho

SBEA diz que protocolo foi registrado e que caso segue fila conforme critérios técnicos e disponibilidade do convênio

Débora Meira
Publicado em 20/08/2026 às 15:20Atualizado em 20/08/2026 às 15:29
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 (Foto/Divulgação)

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Uma cachorrinha com um tumor na região da púbis, presença de pus e sinais de infecção aguarda atendimento veterinário em Uberaba. Segundo familiares e uma protetora independente, o animal pertence a Rosa Maria Borges, de 76 anos, que não teria condições financeiras para custear o tratamento particular. A família afirma que a cachorrinha perdeu os movimentos das pernas e apresenta dificuldades para se alimentar. A Superintendência de Bem-Estar Animal (SBEA), por sua vez, informou que o protocolo foi registrado em 16 de junho e aguarda atendimento conforme critérios técnicos, ordem das demandas, complexidade dos casos e disponibilidade prevista no convênio com o Hospital Veterinário da Uniube (HVU). 

A família afirma que busca atendimento pelo serviço municipal de Bem-Estar Animal desde junho. O protocolo foi registrado sob o número 2112370046, mas, segundo os relatos encaminhados ao Jornal da Manhã, até o momento não teria ocorrido atendimento presencial ou agendamento para avaliação do animal. 

De acordo com a protetora que acompanha o caso, o estado da cachorrinha teria se agravado durante o período de espera. Ela relata que o animal está com febre, apresenta secreção na região do tumor e deixou de andar. “Estamos com uma cachorrinha que está em estado gravíssimo, com um tumor devorando-a, com muito pus, febre e sofrendo horrores”, relata a protetora. 

Conforme os relatos, o animal já havia passado anteriormente por uma cirurgia particular para retirada de um tumor. A doença, porém, teria retornado. 

Sem recursos para custear um novo procedimento, a família procurou o atendimento público. Segundo a protetora, a documentação da tutora no CadÚnico também foi apresentada durante a tentativa de conseguir atendimento. 

A principal preocupação agora é descobrir a extensão do tumor e quais procedimentos podem ser realizados para tentar tratar o animal. “Queríamos um veterinário que pudesse atender, fazer um ultrassom e ver o que pode ser feito nela. Alguma pessoa que pudesse atendê-la e socorrê-la", afirma. 

Segundo a protetora, Rosa Maria também cuida de outros animais. Ao todo, seriam 31 cachorros sob os cuidados da idosa, o que, segundo ela, aumenta a dificuldade de arcar com despesas veterinárias particulares. 

Procurada pelo Jornal da Manhã, a Superintendência de Bem-Estar Animal informou que o protocolo referente ao animal foi regularmente registrado em 16 de julho e aguarda atendimento. A SBEA explicou que os atendimentos realizados por meio do convênio com o Hospital Veterinário da Uniube seguem o fluxo regulamentado pela Portaria Interna nº 01/2025. 

Segundo a Superintendência, a normativa estabelece uma ordem de prioridade. Primeiro são considerados animais errantes, sem tutores ou protetores. Em seguida, animais de tutores inscritos no CadÚnico, de organizações não governamentais (ONGs) e, por fim, animais de tutores ou protetores independentes. 

A SBEA ressaltou que, além da ordem de prioridade, são considerados os critérios técnicos, a complexidade dos casos e a disponibilidade prevista no convênio com o HVU. 

Enquanto aguarda o atendimento pelo serviço municipal, a família busca ajuda para conseguir uma avaliação veterinária e realizar os exames necessários. A prioridade, segundo a protetora, é conseguir uma consulta e um ultrassom para verificar a situação do tumor. Dependendo do diagnóstico, o animal poderá precisar de tratamento, medicamentos e cirurgia. 

A família afirma que qualquer contribuição será destinada aos custos do atendimento veterinário da cachorrinha. 

Quem puder contribuir pode fazer uma doação por Pix diretamente para a tutora: 

Pix (CPF): 899.894.308-53 Nome: Rosa Maria Borges 

Segundo a família, os valores arrecadados serão utilizados para consulta, exames, medicamentos, tratamento e eventual cirurgia da cachorrinha.

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